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O Paquistão vai pedir ao FMI para flexibilizar as condições do empréstimo de 10 mil milhões de dólares depois de ter sofrido as piores inundações da sua história.
A notícia é avançada pelo jornal económico Financial Times, que adianta que depois de Islamabad ter concluído que, na situação actual, era impossível satisfazer as condições do plano aprovado em 2008, o ministro das Finanças paquistanês, Abdul Hafeez Shaikh, vai a Washington na próxima semana para tentar convencer o FMI a reestruturar o valor ou a conceder um novo empréstimo.
"Preencher os critérios de desempenho do actual programa do FMI é impossível dadas as circunstâncias", disse um membro do Ministério das Finanças, lembrando "as enormes perdas" provocadas pelas inundações.
"Nós não estamos em posição de alcançar os objectivos em áreas-chave como o défice orçamental, a redução da inflação ou mesmo crescimento económico", acrescentou.
Outro membro do ministério das Finanças paquistanês citado pelo Financial Times declarou que o FMI deve permitir "uma flexibilização do programa atual" ou iniciar as discussões para um novo acordo mais adaptado a um Paquistão devastado pelas cheias.
Em 2008, o FMI concedeu um empréstimo para combater os efeitos da crise económica mundial no país.
Desde então, o Paquistão já recebeu 7,27 mil milhões de dólares (5,7 mil milhões de euros), mais de 95 por cento do valor acordado.
Os prejuízos económicos causados pelas inundações já atingem os 43 mil milhões de dólares, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Cerca de 4,6 milhões de paquistaneses ficaram sem casa após as inundações que deixaram um quinto do território do país debaixo de água.
As cheias no Paquistão já causaram 1.343 mortos e 1.588 feridos.
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