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As propostas de Berardo, que tem 19,83% da Papelaria Fernandes, não foram votadas.
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A Papelaria Fernandes vai entregar a declaração de insolvência na próxima semana. A decisão foi hoje tomada na assembleia geral de accionistas da empresa.
Os accionistas da Papelaria Fernandes aprovaram hoje, em assembleia geral, a proposta da administração de "apresentar, de imediato, ao Tribunal do Comércio um requerimento de declaração de insolvência desta sociedade, bem como de todas as suas participadas", com vista à sua recuperação.
A Papelaria Fernandes adianta ainda que vai proceder a todas as diligências necessárias, para que este pedido seja entregue já na próxima semana.
A empresa sofreu prejuízos de 21,7 milhões de euros em 2008 e fechou o ano com capitais próprios negativos de 22,33 milhões. A situação agravou-se ainda mais quando, no início do mês, o conselho de administração liderado por José Ortigão Sanches demitiu-se em bloco.
Para além da entrega da declaração de insolvência, os accionistas da Papelaria Fernandes também decidiram pedir a retirada das acções da empresa da bolsa. No entanto, a intenção é a de, "concluído o processo de insolvência, voltar de imediato a requerer-se a sua readmissão" à negociação.
Propostas de Berardo não foram votadas
As propostas de Joe Berardo, que detém 19,83% da empresa, não foram votadas na assembleia geral de accionistas.
O empresário madeirense queria reduzir o capital social da empresa e avançar com um aumento de 40 milhões de euros. Contudo, os accionistas "decidiram não votar os pontos 8 e 9 da ordem de trabalhos", que eram justamente as propostas de Berardo.
Da estrutura accionista da empresa fazem também parte a Fundação Ernesto Estrada, com 32,82% do seu capital, e José Morgado Henriques que detém 24,85% da Papelaria Fernandes.
CMVM mantém acções suspensas
Na sequência destas decisões, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários decidiu manter as acções da Papelaria Fernandes suspensas.
O regular informa em comunicado que "deliberou manter a suspensão da negociação das acções emitidas pela Papelaria Fernandes até que seja apreciado o pedido [de exclusão das acções] pela Euronext Lisbon".
Os títulos da Papelaria Fernandes foram suspensos ontem pela CMVM, que aguarda as decisões que saíssem da assembleia geral de accionistas.
Na quinta-feira, último dia de negociação até à suspensão, as acções da Papelaria Fernandes ficaram inalteradas nos 2,66 euros.
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Comentários (25)
ja fui funcionaria na papelaria e se eles praticassem preços justos e mais baixos (havia preços que iam quase a 300
Berardinho... é bom que isto aconteça para quem? O meu pai é trabalhador da Fernandes há 40 anos!!! começou na livraria a acartar caixotes de lixo, e agora ao fim de uma vida de trabalho tá sem salário quase há 2 meses, sem possibilidade de reforma por ser novo, um entre tantos... Fora os trabalhadores há as famílias... entre tantas...
E tudo por causa de má gestão, com fins muito claros, alguns dos que estavam no topo, tinham as suas próprias empresas, concorrentes... e á vista de todos!!!
tudo o que produz desaparece, o melhor é pedir a insolvência do pais, damos os jogadores á troca, e partimos da divida ao exterior zero....
Mais uma a falir, mais uma empresa que não foi alvo de uma ajuda dos acionistas, nesta altura crítica.
Mais uma vez se prova que os acionistas das empresas apenas querem lucros, o Berardo com 19 % não sabia a muito tempo o estado da empresa?
Coitado apenas agora acordou
aqueles que pensava-mos que estavam cheios de dinheiro que até apareciam na televisão como exemplos de sucesso,tombam como tordos
É uma festa!
Ninguem é responsabilizado... o gestor judicial vai ser indicado pelo Sr. Berardo...
Quem paga são os fornecedores, a banca e o estado, ouseja, pagam os fornecedores e o povo português!!!
Os tribunais e a PJ nada faz!
É um bom "case study" sobre como é que se pode gerir mal um empresa, cujos fins serão(?) opacos.
qimonda,papelaria fernandes.... sempre temos a pesca...ou ta dificil tmb!!!!!
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