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Queda do dólar, compra de bancos centrais e incertezas sobre a economia animaram o metal precioso que subiu 25% desde o início do ano.
Já começa a ser um hábito. O ouro ultrapassou ontem outro marco histórico, com a onça a superar os 1.100 dólares durante a sessão, elevando para 25% os ganhos desde o início do ano. Os dados do desemprego nos EUA saíram piores que o esperado, o que levou os investidores a refugiarem-se no metal precioso. A taxa situou-se nos 10,20%, o valor mais elevado dos últimos 26 anos.
Para além das preocupações em torno da sustentabilidade da recuperação económica, o metal amarelo foi impulsionado pela fraqueza do dólar e pela compra de 200 toneladas de ouro por parte do banco central indiano. "Os investidores estão a focar-se no aumento da procura de ouro pelos bancos centrais dos países emergentes", referiu um especialista à Reuters. Um dos motivos que levou a Índia a apostar em ouro foi conseguir diversificar os seus activos do dólar. A "nota verde" continua a perder terreno. Desceu ligeiramente na semana face ao euro e os analistas esperam que a moeda única cote nos 1,50 dólares nos próximos três meses.

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