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Governo

Os ministros remodeláveis

Económico  
28/11/10 14:04

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Conheça os ministros que poderão sair do Governo.

Teixeira dos Santos, ministro de Estado e das Finanças

As opiniões dividem-se sobre uma eventual saída de Teixeira dos Santos. Se, por um lado, o ministro das Finanças é responsabilizado pelo falhanço da execução orçamental em 2009 e 2010, por outro lado, é ele que melhor conhece o OE para 2011, logo, defendem analistas, ninguém melhor que Teixeira dos Santos para o executar. Remodelar a pasta das Finanças poderá ainda dar um mau sinal aos mercados financeiros: nem a Grécia, nem Espanha o fizeram quando remodelaram o Governo.

Ainda assim, nos bastidores, o nome de Vieira da Silva, ministro da Economia, é falado como um possível substituto de Teixeira dos Santos. Com a crise económica e financeira no auge e, perante as dificuldades nas negociações do orçamento, houve socialistas, como Ana Gomes e Vital Moreira, que vieram pedir a remodelação de Teixeira dos Santos, que substituiu Campos e Cunha logo no início do primeiro Governo de Sócrates. Ontem, Teixeira dos Santos pediu estabilidade.


Ana Jorge, ministra da Saúde

A saída da ministra da Saúde é dada como certa se o primeiro-ministro avançar com uma remodelação do Governo.

A tensão entre os ministérios das Finanças e da Saúde agravou-se depois de Teixeira dos Santos ter apontado a Saúde como responsável por um buraco financeiro de 500 milhões de euros. Teixeira dos Santos terá mesmo exigido ao primeiro-ministro a remodelação de Ana Jorge como condição para se manter à frente da pasta das Finanças e cumprir a execução do Orçamento do Estado, sabe o Diário Económico. O nome de Adalberto Campos Fernandes, antigo presidente do conselhode administração do Hospital de Santa Maria, tem sido apontado como o mais provável sucessor de Ana Jorge. Francisco Ramos, ex-secretário de Estado da Saúde é outro nome que corre nos bastidores. Contactado pelo Diário Económico, Francisco Ramos não quis fazer qualquer comentário sobre um eventual convite do primeiro-ministro.


António Mendonça, ministro das Obras Públicas

António Mendonça é outro dos ministros que pode abandonar a pasta das Obras Públicas. O seu perfil técnico tem sobressaídoao seu estilo político. As suas contradições sobre o TGV e o novo aeroporto acabaram por fragilizar a sua imagem, bem como o ‘dossier' das portagens nas SCUT, no qual quem liderou as negociações foi sempre o seu secretário de Estado, Paulo Campos, elemento do círculo próximo de Sócrates.

Aliás, há quem aponta Paulo Campos como um provável sucessor de António Mendonça. A repetição de um discurso igual ao do seu secretário de Estado foi a última polémica. Mendonça entrou apenas no segundo Governo de José Sócrates, substituindo o ex-ministro Mário Lino, que durante o seu mandato proferiu várias declarações polémicas. Mas o nome que mais tens circulado nos bastidores para substituir o ministro das Obras Públicas é o de Luís Nazaré, ex-presidente dos CTT e ex-presidente da ANACOM.


Luís Amado, ministro de Estado e MNE

O ministro dos Negócios Estrangeiros já demonstrou por várias vezes que está cansado e que gostaria de deixar a pasta. Até agora, Sócrates tem conseguido manter Amado à frente da diplomacia portuguesa mas a entrevista do também ministro de Estado ao Expresso, a colocar o seu lugar á disposição, caiu mal em São Bento. Além disso, os pontos de divergência têm-se acentuado nos últimos tempos, sobretudo depois de Luís Amado ter sugerido publicamente que fosse fixado um tecto máximo ao défice orçamental. Uma ideia reiteradamente contrariada pelo primeiro-ministro e criticada, na altura, por vários
socialistas.

Na mesma entrevista ao Expresso, Luís Amado defendia mesmo uma coligação alargada para o país. Para substituir Luís Amado, numa eventual remodelação, tem sido apontado o nome de Augusto Santos Silva, que sairia da Defesa para dar lugar a Rui Pereira (actualmente à frente do ministério da Administração Interna).

 

Isabel Alçada, ministra da Educação

O regresso a um ministério único que tutelasse a Educação e o Ensino Superior tem sido defendido por vários ex-ministros da pasta e por deputados. Ao que o Diário Económico apurou, a fusão das duas pastas estará em cima da mesa num cenáriode remodelação do Governo.

E estando desde há algum tempo fragilizada a imagem de Isabel Alçada na Educação, é provável que Sócrates escolha Mariano Gago para acumular Educação e Ensino Superior se este cenário avançar. Isabel Alçada foi escolhida por Sócrates no seu segundo Governo - minoritário - para substituir a polémica Maria de Lurdes Rodrigues, cujas políticas que levou a cabo - nomeadamente o modelo de avaliação de desempenho dos professores - abriu guerra com os sindicatos e levou mais de 100 mil docentes para a rua, numa mega-manifestação. Isabel Alçada entrou para apaziguar o sector e, no início conseguiu-o, mas a polémica tem vindo a crescer nos últimos meses.

 





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