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Crítica

Os 10 recados de Cavaco Silva para a classe política

Pedro Latoeiro e Margarida Vaqueiro Lopes  
09/03/11 17:25

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O discurso de tomada de posse de Cavaco Silva ficou marcado por duras críticas à classe política.

1- "Só um diagnóstico correcto e um discurso de verdade sobre a natureza e a dimensão dos problemas económicos e sociais que Portugal enfrenta permitirão uma resposta adequada".

2 -"Surpreende que possa ter passado despercebido nos meios políticos e económicos o alerta lançado pelo Governador do Banco de Portugal, em Janeiro passado, de que, e cito, "são insustentáveis tanto a trajectória da dívida pública como as trajectórias da dívida externa e da Posição de Investimento Internacional do nosso País".

3- "É imperativo melhorar a qualidade das políticas públicas (...) Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no instinto ou em mero voluntarismo".

4 - "É importante reconhecer as empresas e o valor por elas criado, em vez de as perseguir com uma retórica ameaçadora ou com políticas que desincentivam a iniciativa e o risco".

5 - "Não podemos privilegiar grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego. Não se trata de abandonar os nossos sonhos e ambições. Trata-se de sermos realistas".

6 - "Aumentar a eficiência e a transparência do Estado e reduzir o peso da despesa pública são prioridades não apenas de natureza estrutural, mas também conjuntural".

7 - "Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia. É uma cultura que tem de acabar".

8 - "Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático".

9 - "A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Portugueses não são uma estatística abstracta".

10 - "O exercício de funções públicas deve ser prestigiado pelos melhores, o que exige que as nomeações para os cargos dirigentes da Administração sejam pautadas exclusivamente por critérios de mérito e não pela filiação partidária dos nomeados ou pelas suas simpatias políticas".

 

 





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