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Para os analistas do BPI a ‘golden share' na PT tem os dias contados e há três desfechos possíveis para o duelo ibérico pela Vivo.
Numa primeira reacção ao dia ‘louco' da PT, Pedro Pinto Oliveira, analista do BPI, desenha três desfechos possíveis para a guerra pelo controlo da Vivo.
1) Fim da ‘golden share'
É o cenário mais provável. As acções douradas do Estado são extintas no curto prazo e a Telefónica mantém a sua oferta de 7,15 mil milhões que, provavelmente, será viabilizada numa nova assembleia-geral de accionistas.
2) Telefónica recua
Admitindo que a extinção da ‘golden share' poderá tornar-se num processo complexo e prolongado, o BPI antecipa, neste cenário, que a Telefónica recue na actual proposta, esperando pelo fim dos direitos especiais do Estado na PT. No entanto, avisa o BPI, com o passar do tempo, a oferta dos espanhóis poderá ser menos atractiva para os accionistas da telecom portuguesa.
3) OPA à PT
"Não descartamos uma oferta sobre o grupo PT, mas consideramos que isso é pouco provável mesmo com a ‘golden share' extinta e apesar dos comentários do BES e da Ongoing". Isto porque, explica o BPI neste terceiro cenário, uma OPA precisaria da aprovação de dois terços do capital, consumiria muito mais ‘cash' e, para além disso, faria pouco sentido estratégico, dado que a Telefónica não está interessada nos activos da PT em Portugal.
- Nota: o investidor deve consultar esta nota de ‘research' integralmente, solicitando-o à casa de investimento que o realizou.
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