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Pedro Gonçalves diz que o OE para 2011 deve reflectir esforço de redução da despesa para não haver agravamento da carga fiscal.
"Hoje o que precisamos, acima de tudo, é de um Orçamento", afirmou à Lusa Pedro Gonçalves, considerando que "os empresários necessitam da regularidade do funcionamento da economia e do país para que possam exercer a sua actividade".
Em declarações à Lusa, o CEO da construtora pede que o documento revele "o esforço de redução da despesa. Pede-se que a convergência em termos de contas públicas se faça mais do lado da despesa do que do agravamento da carga fiscal", acrescentou.
Pedro Gonçalves realça que "as próprias empresas, em nome da competitividade, podem ter que fazer os seus próprios esforços de contenção de despesa e de redução de custos e isto poderá ser mais fácil de fazer se for entendido como um esforço global ao nível do país".
Escusando-se a apontar medidas concretas a constar no OE para 2011 por ser um tema que "está hoje demasiado no centro do debate político", o empresário reclama medidas que ponham de parte a possibilidade de "um agravamento da carga fiscal, sobretudo sobre as empresas".
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