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Previsão

OCDE também vê défice português nos 6,5%

Pedro Latoeiro  
24/06/09 09:30


As previsões da OCDE estão longe das estimativas do Governo, mas são iguais às da Comissão Europeia.

As previsões da OCDE estão longe das estimativas do Governo, mas são iguais às da Comissão Europeia.

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As previsões da OCDE para a economia portuguesa apontam para um défice orçamental de 6,5% este ano, tal como espera a Comissão Europeia.

No ‘Outlook’ económico de Maio, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) diz, nas três páginas que dedica a Portugal, que o défice orçamental vai agravar-se para 6,5% este ano, mantendo-se nesse valor em 2010.

“A queda acentuada na actividade económica vai continuar a minar as receitas, agravando o défice orçamental acima de 6% em 2009 e 2010”, pode ler-se no relatório da OCDE, hoje conhecido.

A organização explica esta deterioração do défice português com as medidas anti-crise do Governo, tais como os benefícios ficais, os apoios às empresas e às exportações e o reforço dos apoios sociais.

A OCDE reconhece que “o recente agravamento do défice é cíclico”, mas considera que a deterioração das contas públicas portuguesas não deixa margem para dúvidas: a consolidação orçamental é urgente, uma mensagem que também foi deixada pelo Banco de Portugal e, mais recentemente, Cavaco Silva.

  • Previsões para o Desemprego em Portugal

  2009
Governo -5,9%
Comissão Europeia -6,5%
OCDE -6,5%
FMI -5,9%

 


Comentários

Jorge, Aveiro | 24/06/09 10:33
O aumento ou a manutenção em níveis elevados dos direitos de alguns, significa que todos os outros terão os seus impostos aumentados.

A despesa do estado português é demasiado rígida, reflectindo excesso de direitos dos Funcionários Públicos e as mais de 100.000 reformas iguais ou superiores a Eur. 2.500,00 mensais (a grande maioria de ex-colaboradores estatais), bem como, os muitos organismos duplicados e ainda as tradicionais más compras do Estado (central ou periférico).

Se um governo não reduz a despesa publica, para equilibrar o orçamento tem de aumentar a carga fiscal e/ou as taxas que os cidadãos pagam para aceder a serviços públicos. Foi isto que este governo e os anteriores fizeram e com os óptimos resultados que se reconhecem ….

Acrescento que sendo cerca de 70% dos serviços do estado para seu auto-consumo (é sobretudo por isto que temos a ideia que pouco recebemos em troca dos impostos), a sua produtividade é questionável, mas se aplicarmos a Portugal o estudo Americano que sustenta que cada dólar arrecadado pelo estado implica uma perda de 40 cêntimos no PIB e se atendermos que o Orçamento Português significa quase 50% do nosso PIB, é fácil concluir que o crescimento económico português está amordaçado pelo Estado.

Não defendo a abolição do estado providência, sequer o desmantelamento da nossa estrutura. O que se exige é que cada cêntimo pago pelos portugueses seja utilizado criteriosamente.


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