As previsões da OCDE estão longe das estimativas do Governo, mas são iguais às da Comissão Europeia.
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As previsões da OCDE para a economia portuguesa apontam para um défice orçamental de 6,5% este ano, tal como espera a Comissão Europeia.
No ‘Outlook’ económico de Maio, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) diz, nas três páginas que dedica a Portugal, que o défice orçamental vai agravar-se para 6,5% este ano, mantendo-se nesse valor em 2010.
“A queda acentuada na actividade económica vai continuar a minar as receitas, agravando o défice orçamental acima de 6% em 2009 e 2010”, pode ler-se no relatório da OCDE, hoje conhecido.
A organização explica esta deterioração do défice português com as medidas anti-crise do Governo, tais como os benefícios ficais, os apoios às empresas e às exportações e o reforço dos apoios sociais.
A OCDE reconhece que “o recente agravamento do défice é cíclico”, mas considera que a deterioração das contas públicas portuguesas não deixa margem para dúvidas: a consolidação orçamental é urgente, uma mensagem que também foi deixada pelo Banco de Portugal e, mais recentemente, Cavaco Silva.
- Previsões para o Desemprego em Portugal
| 2009 | |
| Governo | -5,9% |
| Comissão Europeia | -6,5% |
| OCDE | -6,5% |
| FMI | -5,9% |
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O aumento ou a manutenção em níveis elevados dos direitos de alguns, significa que todos os outros terão os seus impostos aumentados.
A despesa do estado português é demasiado rígida, reflectindo excesso de direitos dos Funcionários Públicos e as mais de 100.000 reformas iguais ou superiores a Eur. 2.500,00 mensais (a grande maioria de ex-colaboradores estatais), bem como, os muitos organismos duplicados e ainda as tradicionais más compras do Estado (central ou periférico).
Se um governo não reduz a despesa publica, para equilibrar o orçamento tem de aumentar a carga fiscal e/ou as taxas que os cidadãos pagam para aceder a serviços públicos. Foi isto que este governo e os anteriores fizeram e com os óptimos resultados que se reconhecem ….
Acrescento que sendo cerca de 70% dos serviços do estado para seu auto-consumo (é sobretudo por isto que temos a ideia que pouco recebemos em troca dos impostos), a sua produtividade é questionável, mas se aplicarmos a Portugal o estudo Americano que sustenta que cada dólar arrecadado pelo estado implica uma perda de 40 cêntimos no PIB e se atendermos que o Orçamento Português significa quase 50% do nosso PIB, é fácil concluir que o crescimento económico português está amordaçado pelo Estado.
Não defendo a abolição do estado providência, sequer o desmantelamento da nossa estrutura. O que se exige é que cada cêntimo pago pelos portugueses seja utilizado criteriosamente.