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Novo ciclo de avaliação externa das escolas, para depois de 2011, está em preparação. Ministério da Educação quer valorizar a observação das aulas.
A observação de aulas vai passar a contar para a avaliação das escolas. O Ministério da Educação quer que este critério, que até agora valia apenas para a avaliação dos professores, passe a pesar também no processo de avaliação externa dos estabelecimentos de ensino. Esta medida está a ser equacionada, no contexto das alterações que a tutela quer fazer ao modelo para o novo ciclo avaliativo que se inicia a partir de 2011.
"Uma das vertentes da avaliação externa da escola na qual se deverá apostar proximamente tem a ver com o repensar do procedimento de observação de aulas, valorizando-o no contexto das boas práticas de acompanhamento e supervisão da prática lectiva", anunciou o secretário de Estado adjunto da Educação, Alexandre Ventura, no seminário do Conselho Nacional de Educação. O objectivo da tutela é que o novo programa assente "num conceito de avaliação externa que se articule com a auto-avaliação, com a avaliação dos alunos", continuou o Alexandre Ventura.
A avaliação externa das escolas é feita pela Inspecção-geral de Educação (IGE) e os resultados servem para ajudar as escolas a combater os pontos menos positivos do seu desempenho. Além disso, as quotas de Muito Bom e Excelente para os professores podem ser revistas se a escola tiver boas classificações nas diferentes variáveis da avaliação. Em Portugal, tem sido debatida a realização de um ‘ranking' de escolas a partir dos resultados da avaliação, tal como é feito noutros países europeus. Mas os especialistas, como o analista da OCDE Paulo Santiago, referem o risco de não contextualizar esta informação. Na Bélgica, por exemplo, a avaliação das escolas tem consequências financeiras.
Segundo o secretário de Estado adjunto da Educação, este ano lectivo vão ser avaliados mais 147 agrupamentos. Desde 2006, quando iniciou o ciclo avaliativo, a IGE avaliou 984 escolas. A Fenprof vê com bons olhos esta intenção da tutela. O secretário-geral, Mário Nogueira, defende que é "mais correcto" que a observação de aulas "seja desenvolvida no âmbito da avaliação das escolas porque uma das componentes das próprias escolas é a actividade lectiva" e acrescenta que este processo devia "estar completamente desligado da avaliação individual".
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