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O retorno do investimento em Cabo Verde é mais rápido, em cinco anos, do que em Portugal, explicou Alexandre Abade, administrador executivo.
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A nova unidade será de cinco estrelas, terá 338 quartos e estará aberto até ao final de Junho do próximo ano.
O grupo hoteleiro português, Oásis Atlântico, vai inaugurar mais um hotel na Ilha do Sal, em Cabo Verde. O novo Oásis Salinas Sea será uma unidade de cinco estrelas e abrirá as portas entre Maio e Junho de 2012, confirmou o administrador executivo do grupo, Alexandre Abade, ao Diário Económico, adiantando que se trata de "um investimento de cerca de 25 milhões de euros".
O Oásis Salinas Sea vai contar com 338 quartos, incluindo um ‘resort', num espaço de 17.500 metros quadrados, a cerca de 15 minutos do aeroporto internacional Amílcar Cabral. "Esperamos que esta unidade seja a alavanca para o grupo Oásis dar um salto qualitativo na presença hoteleira de Cabo Verde", defendeu Alexandre Abade.
Actualmente, o grupo tem seis unidades, quatro hotéis de quatro estrelas em Cabo Verde - Oásis Atlântico Belorizonte e Oásis Atlântico Novorizonte na Ilha do Sal, o Oásis Atlântico Praiamar, na Ilha de Santiago, e o Oásis Atlântico Porto Grande, na Ilha de São Vicente - e dois hotéis de cinco estrelas no Complexo Fortaleza, no Brasil - Oásis Atlântico Imperial e Oásis Atlântico Fortaleza.
Grupo de capitais portugueses mas sem presença no País
Mas, mesmo sendo um grupo de capitais totalmente nacionais, o Oásis Atlântico não tem nenhum hotel em Portugal. "Começámos em Cabo Verde, no final da década de 80, e identificámos o mercado da lusofonia como um mercado natural. Ficámos sempre na expectativa de aparecer uma boa oportunidade em Portugal, mas nunca trabalhámos nisso activamente", explicou Alexandre Abade. O responsável acrescentou que não tem, neste momento, "quaisquer projectos para Portugal", dado que o País "obriga a um capital muito intensivo, em que o retorno do investimento só acontece ao fim de 15 anos, ou mais, enquanto em Cabo Verde o mesmo acontece em cerca de dez anos".
A estratégia da Oásis Atlântico passa actualmente pela "consolidação do negócio hoteleiro existente, que tem vindo a crescer a um ritmo sustentado desde 1998, realçou Alexandre Abade. Deste modo, o interesse passa não só por "aumentar expressivamente a sua dimensão hoteleira nas várias ilhas de Cabo Verde e noutros Estados brasileiros, mas também considerar a hipótese de expansão para outros países de língua portuguesa", frisou. O Grupo Oásis Atlântico pretende igualmente desenvolver o negócio imobiliário e aumentar os projectos em gestão hoteleira.
Aposta na lusofonia
O grupo Oásis Atlântico Portugal nasceu oficialmente em 1998, mas já antes um conjunto de sócios fundadores deste grupo português dava os primeiros passos no sector turístico e imobiliário de Cabo Verde. Tudo começou no início da década de 90 quando, após uma viagem às ilhas daquele país africano, o grupo de sócios adquiriu a Companhia de Fomento Santa Maria, na Ilha do Sal, para construir unidades hoteleiras nesta região. De Cabo Verde, o grupo deu um salto para o Brasil em 2000, assumindo como missão prioritária o investimento em países de língua portuguesa, tendo escolhido o estado do Ceará para exploração turística e hoteleira.
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