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António José Seguro sabe que a posição que o seu partido adoptar no momento de votar o Orçamento do Estado para 2013 vai ser absolutamente decisiva – para si e para o PS.
No primeiro caso é o seu pulso enquanto líder dos socialistas que será testado, no segundo são as aspirações do partido a uma futura liderança do país que estarão em jogo. Em ambos os casos, é o seu futuro que estará a ser decidido - o seu e, claro, o do País. A cumplicidade assumida - abstendo-se - na aprovação do último Orçamento, caminha agora a passos largos para um distanciamento radical dos planos para o próximo ano, reprovando-os. Os sinais estão bem à vista: José Junqueiro contesta a falta de inflexão do Governo, o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, recusa ser co-autor do documento e vários deputados não excluem o chumbo que, para José Lello, até já vem tarde.
É certo que o clima de austeridade e recessão tem dado à Oposição muitos e bons argumentos para sustentar um chumbo das contas do próximo ano. Mas assumir essa reprovação ainda envolve demasiados riscos. Porque pode ser encarado como uma ruptura com o esforço brutal de consolidação orçamental seguido até agora, porque pode abalar a estabilidade política que tem sossegado parceiros e credores, porque pode ser confundido com uma atitude irresponsável e populista de quem está mais preocupado com eleições do que com o País. Seguro terá, por isso, de decidir se está preparado para andar no fio da navalha. Mais, terá de decidir o que está disposto a hipotecar: a sua liderança, a imagem do partido ou o futuro do País. Em qualquer um dos casos, há muitos riscos. Por isso, é bom que tenha um plano seguro para se salvaguardar.
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