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O empresário madeirense foi classificado como o nono português mais rico pela revista Exame.
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O mundos dos negócios de Berardo começou na África do Sul mas rapidamente se espalhou pelo resto do mundo.
Fez os seus primeiros milhões com investimentos em minas, mas o sector do retalho foi o escolhido por Joe Berardo para ser a primeira aventura na bolsa portuguesa. "Em Portugal o primeiro investimento foi a cadeia de supermercados Inô", recorda o investidor ao Económico. Corria o ano de 1993 e a Jerónimo Martins fora obrigada pela CMVM a lançar uma oferta pública de aquisição sobre a Inô Supermercados. Berardo construiu uma posição de 19,9% depois do anúncio da oferta e terá conseguido lucrar 700 mil contos em dois meses (cerca de 3,5 milhões de euros).
Antes desta operação, o empresário madeirense de 66 anos, já havia testado os mercados sul-africano, canadiano e australiano. E os alvos de eleição eram empresas do sector mineiro. Até porque os primeiros milhões de Berardo foram conseguidos nesta área: "O primeiro investimento que fiz foi numa mina de ouro na África do Sul em 1978 numa parceria com o ‘chairman' da Sallis Goldmine", refere. O negócio correu bem e Berardo conseguiu parcerias no país africano com empresas gigantes como a Anglo American. O sucesso destes investimentos levou a mais apostas no mesmo sector: "Fiz uns investimentos numa empresa mineira do Canadá numa altura em que houve várias greves e também numa australiana, mas nada de muito relevante".
Diz que já não detém muitos dos seus primeiros investimentos, mas que continua a apostar na indústria mineira. "E ainda bem. É o que me vale", numa alusão à valorização do metal precioso e das acções do sector.
Nos 32 anos que leva de negócios tem uma filosofia socrática, ao jeito do só sei que nada sei: "Quando o Soros quase levou o Reino Unido à bancarrota, tudo o que tenho estado a aprender é que cada vez sei menos", confessa Berardo. "É tudo virtual e sem relação com a realidade. É a maior fraude da Humanidade. Nem os romanos, nem os franceses, nem os egípcios fizeram o que se está a fazer. É um casino sem limites. Aproveitaram uma época sem regulamentação que acompanhasse a sofisticação", desabafa, referindo-se aos especuladores que "se especializaram em vender curto".
O investidor, que ficou conhecido pelo seu papel na OPA da Sonaecom à PT e pelas denúncias de ilegalidades no BCP, entende que "é tudo dinheiro virtual, conseguido a especular moedas e companhias, tudo através de ‘offshores'. E não se cria desenvolvimento nem empregos". Critica a falta de regulamentação nos mercados. "Tem de se controlar. Até nos casinos há limites mas no mercado não há regulamentos". E mesmo a sua última esperança o desiludiu: "Eu estava esperançoso com o Obama, mas as campanhas são pagas pelas companhias e depois as regulamentações acabam por não avançar".
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Comentários (12)
Há já uns anos li uma entrevista dada pelo Sr Berardo, em que afirmava ter começado a sua vida de grande investidor com a aquisição de uma mina de ouro já sem produção que se visse,
Em determinado dia, de visita à mina, deu um pontapé num bocado de cascalho, e eis senão quando tratava-se da maior pepita de ouro, do ano, ou da mina (talvez do século).
Mas que sorte Sr Berardo ! Daqui até hoje foi um nunca mais parar de dar pontapés. Na gramática são constantes, como ouvimos e lemos. Nas "pepitas de ouro" deste mundo, parece que também.
Enquanto as fortunas conseguirem mais lucros na economia virtual dos Offshores onde não é necessário ter escolas, produzir alimentos, alimentar humanos, construir estrada, pagar ordenados, suportar impostos ou pagar médicos a crise agrava-se e o desemprego aumenta pela incapacidade das fortunas na economia real serem competitivas com as da economia virtual. Assim Cavaco sem saber, condena as suas próprias opções económicas de mercado de competitividade económica e livre circulação de capital entre mercados desleais, pois um fortemente regulado e outro livre de qualquer obrigação, com diz Cavaco a má moeda expulsa a boa moeda! - - - - Como sair desse ciclo vicioso de descapitalização da economia real, se os legisladores estão até ao último tostão a tentar salvar o máximo possível dessa economia virtual, nem que fosse porque os fundos de pensões estão todos nos Offshores! Bom isso, não escrevo, primeiro esperar que a economia aguente para tal, -- como Joe--, mas a um nível muito pequeno (pobre) poder aproveitar para fazer uns investimentozinhos!
Meus caros concidadãos! O mercado de capitais não passa de um casino, como diz o Joe Berardo! Quem tem dinheiro para jogar, pode lucrar muito se apostar bem! Mas, também se pode perder dinheiro se se apostar mal. É tudo uma questão de ter dinheiro para investir e feeling para acertar numa boa aposta, ou seja, agir no momento certo. Por isso é que temos empresas a falir e muitos a lucrar milhões com isso, e por outro lado, pessoal desempregado e sem dinheiro. E esses ricalhaços ainda fogem ao fisco, para poupar uns milhoezitos, escondendo o dinheiro em offshores...
Isto todas as fortunas tem uma historia e a do Joe tambem. Aventureiro vendia legumes e frutas aos mineiros a troca de pepitas de ouro, explorando-os indecentemente, e isto e o que consta em La Rochelle, onde as pessoas conhecem o Joe de ha muitos anos e nao se esquecem como foi. Enfim, hoje Joe tem sucesso e e mais pulido, mas com o poder economico que adquiriu continua a fazer das suas, no entanto de forma mais delicada........
Aproveitaram uma época sem regulamentação que acompanhasse a sofisticação", desabafa, referindo-se aos especuladores que "se especializaram em vender curto".
caro foi contrario longos deram cabo disto mercado foi subir bolha rebento onde estão lucros das vacas gordas hum..offshores ne
Para tantos milhões que diz receber da sociedade (ganhar?) de facto o que é que lhe devolve?
Um capitalista é um "infeliz" porque não tem objectivos concretos, isto é, o seu "objectivo" é ter mais dinheiro. Como não define um tecto o seu objectivo é inatingivel porque o que ele(a) quer de facto é "mais", quer estar acima de tudo e todos, sem respeito por quem o(a)rodeia. à vezes julga atingir a felicidade ao comprar um carro de topo de gama, último modelo, personalizado,etc... mas mal pôe a roda na rua já saiu outro modelo que tem "mais" de tudo e que ele vai ser obrigado a comprar. Será sempre um infeliz a quem poderiamos perdoar se não causasse a infelicidade de muitos milhões.
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