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Vulcão islandês custou à TAP 22 milhões de euros, mais do dobro dos nove milhões de prejuízos previstos para o semestre.
As interrupções de tráfego aéreo que ocorreram na Europa em Abril e Maio - devido à nuvem de cinzas expelida pelo vulcão Eyjafallajokull, na Islândia - custaram à TAP cerca de 22 milhões de euros. As contas, a que o Diário Económico teve acesso, mais que duplicam a previsão inicial de nove milhões de euros de prejuízos causados pela nuvem.
A TAP, que deverá anunciar dentro de dias os resultados dos primeiros seis meses do ano, vê assim fortemente comprometido o objectivo de encerrar o ano com um lucro de 7,6 milhões de euros, tal como previsto no Plano de Actividades e Orçamento para 2010.
As perdas registadas em Abril e Maio estarão, assim, a penalizar os prejuízos relativamente ao resultado alcançado entre Janeiro e Junho do ano passado, quando a companhia teve um prejuízo de 72,4 milhões de euros (ver texto ao lado). Contactada pelo Diário Económico, a TAP recusou comentar estes resultados.
O Diário Económico apurou que os cálculos foram realizados por uma equipa de trabalho criada pela TAP para determinar o impacto da nuvem de cinzas. Recorde-se que, só em Abril, o tráfego aéreo europeu fechou por completo durante seis dias e obrigou a companhia aérea portuguesa a cancelar mais de 460 voos. As contas dizem respeito tanto à perda de receita como aos custos adicionais que a companhia aérea registou para proteger os passageiros que não puderam viajar.
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