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O ainda presidente do Santander Totta quer reforçar a aposta do BCP na expansão internacional. E faz questão de sair a bem do grupo espanhol.
Comentava-se nos corredores, era um rumor constante no mercado e passou agora a facto. Carlos Santos Ferreira está mesmo de saída do BCP e Nuno Amado é o senhor que se segue. O actual presidente do Santander Totta, que sucedeu em 2006 a António Horta Osório, prepara-se para deixar o relativo sossego da instituição de capital espanhol e chefiar o maior banco privado português, estreando um novo modelo de gestão no BCP, o modelo monista.
Se nos dias que correm ter cargos de responsabilidade no sector bancário é, em geral, tarefa complicada, assumir a liderança do BCP é uma missão de gigante. Entre os trabalhos que tem pela frente, Nuno Amado terá de gerir um novo modelo de governação, uma estrutura accionista rearranjada, com possíveis novos accionistas, uma Sonangol mais forte e a "sombra" do Estado no capital. Para além das metas de solvabilidade, há ainda que conseguir desalavancar para baixar o rácio entre crédito e depósitos que estava nos 154% em Setembro e que terá de chegar aos 120% em 2014. A redefinição da área internacional, juntamente com o trabalho ainda por concluir da credibilização do BCP são outras das tarefas. Tudo no contexto económico e financeiro mais grave de sempre.
O Diário Económico sabe, aliás, que Nuno Amado terá claro na sua cabeça que o futuro do BCP terá de implicar uma estratégia substancialmente virada para a expansão internacional, única via para contornar a negativa conjuntura portuguesa e conseguir novas fontes de crescimento. Para tal é mais do que nunca relevante o trabalho que tem sido desenvolvido por parte de Santos Ferreira no sentido de trazer para o BCP pelo menos mais um accionista vindo dos mercados estratégicos para o banco.
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