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Habitação

Número de casas vendidas em 2009 atingiu mínimo histórico

Margarida Peixoto  
31/07/10 00:05

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1 leitores

Os 145,9 mil imóveis vendidos no ano passado representam o valor mais baixo desde que há estatísticas disponíveis.

No ano passado venderam-se 145,9 mil imóveis e não há memória de outro ano assim. A última vez que se venderam tão poucas casas ou escritórios já não vem registada na base de dados do Instituto Nacional de Estatística, que recua 17 anos, até 1992. Os dados foram divulgados ontem e mostram que a crise afectou sobretudo quem quis vender imóveis de segmentos mais baratos.

"As expectativas de crise e a falta de confiança terão justificado a retracção de muitos agentes, que procuraram sobretudo manter a liquidez, em vez de fazer investimento em imobiliário", explica José Reis, economista e professor da Universidade de Coimbra, lembrando que a origem da crise foi financeira.

Os números publicados pelo INE, mas calculados pelo Ministério da Justiça, referem-se à compra e venda de todo o tipo de imóveis urbanos, tais como prédios, moradias, apartamentos, escritórios ou até terrenos, desde que estejam aptos para construção. Os dados mostram que no ano passado a contracção das vendas foi de 16%, mesmo depois de 2008 também ter sido um ano mau para o imobiliário. É que as vendas já tinham recuado 18%, para perto de 174 mil transacções - valores que ficam muito distantes das mais de 284 mil vendas que chegaram a ser registadas em 1999.

Mas no que toca a preços, a quebra não foi tão acentuada. O valor total das transacções caiu 11,3%, o que implica que o preço médio de cada venda aumentou de 126 mil euros para 133 mil euros - indiciando um comportamento mais negativo dos segmentos mais baratos do mercado do que dos segmentos mais caros.

 





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Comentários (38)

Tuga ignorante , Porto | 01/08/10 22:10
Claro que isto de agora ser boa altura para comprar casa é tudo uma treta, é apenas mais uma forma de iludir as pessoas, porque não se enganem meus amigos, as casas agora não são um investimento, são sim um saco cheio de problemas e despesas. Os portugueses que comparam casa acima do valor real delas agora vão acarretar toda a vida com a despesa da mesma e ainda por cima fazem uma vida de miséria. Enfim...


HugoP , Moita | 01/08/10 13:05
Nesta noticia não consideram as Transacções de Prédios Rústicos, que foram 56,7 mil.
È só ir ao site do INE,


josé , aveiro | 01/08/10 06:27
Caro paulo, o socrates não quer fazer nada mais que se faz nos paises mais evoluidos, alguns portugueses, é que pararam no tempo.
Claro que vai diminuir cad vez mais, porque os bancos cortam, e bem, e já á muitas casas. Preferivel o arrendamento, se a lei funcionar.


Bruno , Lisboa | 31/07/10 22:58
É este o resultado quando os jornalistas apenas copiam uns dos outros...

Cito directamente do respectivo relatório do INE

«Em 2009 celebraram-se em Portugal 205 285 contratos de compra e venda de prédios, o que corresponde a
um decréscimo de 14,8% face ao ano anterior.»

--Onde o DE foi obter 145,9? Não sei... Só sei que não foi do INE...




Rui , | 31/07/10 22:55
E pessolmente acho que uma maneira dos bancos resolverem o problema da casas que lhes são entregues, ou retiradas por falta de pagamento é eles passarem a alugar,é uma maneira de todos os meses receberem rendas e rentabilizarem as casas que cada vez seram mais a ser devolvidas aos bancos, basta pensar um pouco juros a aumentar,desemprego a aumentar, a crise a aumentar, ordenados a diminuir, todos os condimentos explosivas para uma bola de neve a aumentar.


HugoP , Moita | 31/07/10 21:12
A definição de aumentos é relativa, aumento de quantidade? ou Valor?
A as empresas de Mediação tem que transmitir uma imagem positiva, algo do tipo: "Agora é uma altura boa para comprar!"
O problema é quando os juros subirem...


HugoP , Moita | 31/07/10 19:10
Portugal, é um pais onde o pensamento em comprar (pelo consumidor em ter casa própria, apesar de dever ao banco...) e vender ("lobbie" da construção e bancos) é muito forte. Como muitos dizem o arrendamento foi assassinado, mas eu acho que acabou de ressuscitar, é um milagre, e as pessoas não pensam nisso por que não acreditam em milagres. Mas é o milagre porque o arrendamento significa liberdade de escolha, se houver problemas de falta de dinheiro é só procurar uma renda mais barata, não temos que pensar em juros, se o senhorio quiser aumentar e não quisermos pagar esse valor é só mudar de casa, se rebentar a canalização ou o prédio cair por falta de arranjos o senhorio é que fica prejudicado, com o excesso de construção, o que não falta é casas para alugar, quem vende não vai ter outra solução. Para o arrendamento passar a ser a regra e não a excepção, é só a Lei do Arrendamento deixar de considerar o senhorio como o Diabo! Porque durante dezenas de anos as rendas foram mantidas baixas por Lei, nestas condições o senhorio não ganha para fazer obras, e o inquilino ainda tem a "lata" de se queixar. Em quem é que queria a Lei assim? Os construtores e Bancos... "lobbie" a funcionar..., e falta pouco para os bancos comecarem a alugar casas... e o construutor que queria ganhar o dinheiro todo de uma vez, também vai ter que começar a construir a pensar no aluguer...


HugoP , Moita | 31/07/10 18:47
O investimento como existia antes acabou.
E pensar em comprar, é para manter a casa a vida toda. E para isso tem que ser muito bem pensado, porque depois de comprar já não vende (sem perder dinheiro)
E as pessoas que pensam, que comprar para manter o resto da vida é um bom negócio, enganam-se porque quem comprar a 40 ou mais anos, não pode esquecer que a casa requer manutenção e passados 20 anos já existe muita casa a precisar de obras, por isso casa para o resto da vida é muito relativo...



HugoP , Moita | 31/07/10 18:40
Compreendo quase todos os pontos de vista
Arrendar ou comprar, ambas tem prós e contras.
Em com análises que leio (não sei se são verdadeiras ou não):
http://www.viverlisboa.org/?p=1109
Não tenho vontade de comprar. A crise não é só por causa dos bancos, é como aprendi na escola, é a lei da oferta e da procura e nada mais. Há excesso de oferta, os preços descem, não tem a ver só com bancos.
E para mim comprar casa com recurso a empréstimo, é como se fosse uma renda, porque se não pagar ao banco, também perco a casa. O senhorio mete-me na rua (pode demorar algum tempo até conseguir), mas o banco também faz o mesmo.




Luis , | 31/07/10 18:01
Dou um exemplo " MOBILIDADE" compro uma casa e depois fico agarrado ao local, imaginemos que depois fico desempregado, imaginemos que depois consigo um emprego fora da minha residencia 50 km 100, 150 ,300 km é dificil pensar neste assunto mas cada vez mais vai se colocar,mas como estou agarrado a casa sobem os custos nos transportes ( veja-se o caso das SCUTS ) se tiver casa alugada posso escolher outro lugar para viver e deminuir os custos, se comprei casa, vão aumentar as despesas, ou a casa que é vista como o investimento vai-se tornar um fardo.
Podem ter todos uma ideia diferente , mas a realidade é esta. O mundo mudou , as empresas mudaram, e as ideias que eram jão não são, custa mas se não mudarmos a bem, vamos ter de mudar a mal, esta crise vai mudar muitas mentalidades, aquilo que tinhamos como conquistado ja foi assim como muita gente vai perceber que o campo vai voltar a ser uma boa escolha, para qualidade de vida.


Advogado do Diabo , Santarém | 31/07/10 17:39
A conversa está boa, mas falta rigor. As opiniões devem sempre ser expressas, mas convém ter informação rigorosa. Independentemente da polémica gerada com o compra versus arrenda, eu sou pelo compra, sempre. Existe algo mais engraçado, todos falam na compra como falta de mobilidade, prisão, blá, blá, blá... Mas isso é errado, um contrato, seja de que género for, é sempre um compromisso e obrigação, como tal, as pessoas têm obrigação de pagar uma renda ao proprietário, que é uma parte que infelizmente muitos inquilinos se esquecem, mas se for ao banco já pagam, porque "é deles", ou são postos em tribunal, mas já o senhorio tem imensos custos e aborrecimentos para conseguir um despejo, também é por isso que ninguém quer arrendar, quer tenham 1, 2, ou mais casas, nem acho que devam ser penalizados por ter património que é para serem obrigados a vender... Lamentável observação. Se colocarmos a questão do lado das imobiliárias, realmente existem umas que cobram mais que outras, mas claramente os serviços devem ser bem diferentes e apresentados aos potênciais clientes que os escolhem. E a culpa dos preços diferentes é muitas vezes dos clientes, nunca ouviram dizer que fazem o preço consoate a cara do comprador? Eu já. E além do mais, como pode um proprietário deixar a sua casa ser publicitada por diversos preços? Quem manda é ele e não as imobiliárias, que são obrigadas a assinar um contrato connosco e a comercializar o preço que nós damos autorização e nunca o contrário. A (des)informação é uma coisa má, mas criticar sem se saber a realidade é muito pior. No geral acho que os impostos deviam ser mais baixos e a lei do arrendamento ser mais justa, mas independetemente disso, arrendar uma casa decente por 400€/mês é quase um milagre e com esse valor compra-se uma casa. O maior de todos os problemas não é o preço das casas, ou os bancos não emprestarem ou ainda os spreads (até porque as taxas são mínimas), o problemas é os 1001 empréstimos que toda gente tem para comprar o plasma e pagar as férias. Porque no tempo dos nossos pais e avós, e ainda no nosso, o juro chegou a estar 20% e as pessoas compravam casa, não se queixavam de tudo e mais alguma coisa e ainda tinham poupança, a culpa é de cada um de nós e nada mais.


Natércia Teixeira , MAIA | 31/07/10 16:48
Só Não vê quem não quer! Concordo com alguns comentários no que se refere a que isto ainda está pior por causa do IMI e do IMT! Compra-se a casa com dificuldade (o sinal), paga-se IMT, escrituras e eimpostos com notários e conservatórias, logo a seguir e para toda a VIDA o famigerado IMI que Ferreira Leite criou e declarou que era para ser revisto findo 2 Anos! O que se vê? Para além de não ser revisto, ainda por cima é aumentado - Logo uma renda para as Câmaras para gastar em foguetes, ordenados para a engenheirada e afins que já viveram à custa dos empreiteiros que nos venderam gato por lebre por falta de fiscalização dos ditos engehocas! Prefiro arrendar a comprar!


Paulo , | 31/07/10 16:07
MAIS UMA GRANDE CARTADA DO SOCAS ACABAR COM OS "CUMBOS" DOS ALUNOS NAS ESCOLAS, isto nao é um pais É UM PARIDIEIRO


MART , | 31/07/10 15:06
1 MILHÃO? permite-me corrigir mas não são as construtoras as maiores consumidoras de crédito ,mas sim promotores imobiliarios.
pois poucas são as construtoras que se dedicam á construção para venda directa.
a maior parte das construtoras são contractadas só para construir e não tem investimento no projecto.


Bruno , Lisboa | 31/07/10 14:09
bb,

Um milhão de imóveis em excesso parece-me excessivo... onde você obteve esse dado?


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