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O vice-primeiro-ministro executivo chinês enalteceu "os esforços do Governo português para reestuturar as finanças e promover o desenvolvimento economico" de Portugal.
"O último Conselho Europeu alcançou muitos consensos. É uma boa notícia e dá um sinal de confiança. Sendo a China um parceiro estratégico da Europa e o maior parceiro comercial da Europa, nós também ficamos contentes", disse Li Keqiang, no início de um encontro com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas.
Ao acolher Paulo Portas num pavilhão de Zhongnanhai, o "Kremlin Chinês", Li Keqiang referiu que, desde que tomou posse, há cerca de um ano, "o novo Governo português esforçou-se por reestrutuar as suas finanças e promover o desenvolvimento económico".
"Creio que isso terá resultados positivos. Gostaríamos muito que Portugal conseguisse superar as dificuldades e, com os outros países europeus, promover o contínuo desenvolvimento da Europa", acrescentou.
Li Keqiang, 57 anos, é um dos nove membros do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), a cúpula do poder na China, e em março de 2013, quando o atual primeiro-ministro, Wen Jiabao, completar o segundo e último mandato, deverá assumir a chefia do Governo.
Com o vice-presidente, Xi Jinping, apontado como o mais provável sucessor do Presidente Hu Jintao, Li Keqiang representa a chamada "quinta geração de líderes da Nova China", que irá dirigir o país mais populoso do mundo durante a próxima decada.
A transferência de poderes ocorrerá no XVIII Congresso do PCC, que vai realizar-se até ao final deste ano.
Paulo Portas encontra-se na China desde sábado, na primeira visita de um ministro do atual Governo português.
Após o encontro com Li Keqiang, o ministro português visitou a sede da China Three Gorges, empresa que comprou 21,35 por cento do capital da EDP por 2,7 mil milhões de euros, tornando-se o maior acionista da eléctrica portuguesa.
Na quinta-feira, Paulo Portas vai encontrar-se com o diretor do Departmento Internacional do PCC, Wang Jiarui, e com o ministro do Comércio, Chen Deming, partindo no dia seguinte para Hong Kong, rumo a Macau, última etapa da visita.
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