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48% dos inscritos no centro de emprego não têm apoio.
Só em Dezembro, a Segurança Social aceitou 23.948 novos pedidos de subsídio de desemprego, o número mais alto desde, pelo menos, 2005, tal como o Diário Económico noticiou na semana passada. Este valor mais que duplicou face ao mesmo mês de 2010, já que representa uma subida homóloga de 106,8%, a maior desde Março de 2009.
Mas se juntarmos ao subsídio "principal" os novos pedidos de apoio social (para agregados de rendimentos baixos e com insuficiente carreira contributiva) o número é ainda mais elevado: só em Dezembro, a Segurança Social passou a pagar mais 26.927 prestações. Neste caso, trata-se do valor absoluto mais alto desde Janeiro de 2010 e a maior subida homóloga desde Março de 2009 (90,2%).
Os dados da Segurança Social publicados na semana passada e recuperados ontem num Boletim Mensal, ainda podem ser actualizados nos próximos meses mas já permitem fazer um primeiro balanço do ano. Em 2011, a Segurança Social aceitou 238.487 novos pedidos de subsídio (incluindo o apoio social), mais 10,8% face a 2010. Recorde-se, no entanto, que muitas destas pessoas podem ter deixado de receber subsídio ao longo do ano ou até ter retomado a prestação. Mas o valor em causa não deixa de ser uma subida representativa, tanto mais que, em 2010, o total de novos subsídios tinha descido 21,2%. Ainda assim, 2009 tinha registado um crescimento de 36,5%.
Contas feitas, existiam ao todo mais de 317 mil beneficiários de prestações de desemprego no final do ano passado. Os dados podem estar sobreavaliados já que são contabilizados duas vezes os desempregados que transitam entre prestações. Ainda assim, os dados actuais indicam uma subida de 7,4%. Esta é a primeira subida homóloga do ano. Deste grupo, a maioria (mais de 261 mil) recebia a prestação principal, mais 12% face a Dezembro de 2010, a subida mais alta do ano. Já os 56 mil beneficiários de prestações sociais representam uma descida de 9,8%.
Cruzando estes dados com o número de desempregados inscritos nos centros de emprego, é possível perceber que 47,6% destas pessoas não recebia qualquer apoio no desemprego. O cenário seria mais negro se fossem tidos em conta todos os desempregados, incluindo os que não estão registados nos centros de emprego.
No caso do Rendimento Social de Inserção, os números continuam a cair. Em Dezembro, existiam mais de 335 mil beneficiários a receber esta prestação, o que significa uma descida homóloga de 2,1%. Ainda assim, a quebra tem vindo a ser cada vez menos visível. Por outro lado, as mais de 125 mil famílias beneficiárias implicam uma descida de 6,2%. A maior parte das famílias beneficiárias não tinha qualquer rendimento.
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