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Sauli Niinisto, eleito no passado domingo, diz que a crise "exige decisões duras" do Governo português.
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Sauli Niinisto, eleito no passado domingo, diz que a crise "exige decisões duras" do Governo português.
Cinco dias depois de ter vencido as presidenciais na Finlândia, o ex-ministro das Finanças do país sublinhou as "boas políticas" do Governo português para tornar a "economia e finanças mais sólidas" no meio da crise.
Na primeira conferência de imprensa com jornalistas estrangeiros, o conservador Sauli Niinisto disse que não vê "grandes ameaças" para a zona euro com origem em Portugal, mas que isso "exige decisões duras" do Executivo de Lisboa. Nas declarações sobre a crise da dívida, o novo presidente separou o caso português do grego, onde espera que sejam realizados "acordos especiais" para acabar com o impasse.
Niinisto, que se torna o primeiro presidente conservador da Finlândia em 30 anos, tinha a pasta da Finanças quando o pais escandinavo mergulhou numa grave recessão na década de 90 e muitos críticos, na altura, acusaram-no de desmantelar o Estado social.
"Fizemos cortes profundos na despesa pública, mas reduzimos os impostos ao mesmo tempo", lembra Niinisto, que acrescenta que a situação era bem diferente da actual, uma vez que o "resto do mundo estava em boa forma".
O novo presidente recorda ainda que entre as receitas para sair da recessão esteve o aumento da despesa em I&D, que permitiu a economia escandinava começar a crescer rapidamente. A Finlândia é hoje um dos quatro países da zona euro que ainda conservam o 'rating' máximo AAA, um trunfo que Niinisto diz "não significar superioridade" face aos outros Estados. "A Finlândia será solidária", garantiu Niinisto, ainda que mantenha uma atitude de "críticas construtivas".
A mensagem do bom aluno, que o Governo português tenta passar, esta a ter um eco positivo em Helsínquia durante a visita de quatro dias do Presidente da República. Na abertura da reunião informal de Arraiolos, que inclui este ano oito presidentes europeus sem poderes executivos, a presidente finlandesa cessante, Tarja Halonen, já tinha elogiado a "determinação" de países como Portugal em fazer o "trabalho de casa" da austeridade.
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