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A Gucci abriu a sua primeira loja em Portugal há semana e meia, confirmando o interesse do centro de Lisboa como local privilegiado.
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Restrições no acesso ao crédito não deverão melhorar este ano. Mas nova lei vai ajudar comércio.
A alteração da lei do arrendamento, em processo de aprovação no Parlamento, deverá ser factor de dinamização do comércio de rua. "Com a reforma do arrendamento em curso será de prever o aumento da oferta de espaços disponíveis no centro de Lisboa e, dessa forma, haverá mais oportunidades para as boas marcas internacionais", defende o director-geral da Jones Lang LaSalle, Pedro Lancastre.
Após o "pior ano de sempre" nas operações de retalho, abertura de centros comerciais, escritórios e no investimento imobiliário, Pedro Lancastre identifica uma janela de oportunidade com a aprovação da nova lei das rendas, conjugada com a queda dos preços nos vários segmentos de negócio.
"Quero acreditar que em 2011 o mercado já bateu no fundo e, apesar de considerarmos que em 2012 o desempenho não será muito diferente, começam a denotar-se algumas tendências que, a continuarem, poderão tornar-se oportunidade. Há produtos excelentes com preços baixos, há oportunidades muito boas de negócios para quem tem capitais próprios, escritórios vazios com rendas atractivas, e o mesmo acontece nas lojas e habitação. Será um bom ano para se comprar e arrendar, apesar do mercado estar quase seco de financiamento", defende ainda Pedro Lancastre.
No balanço de 2001, o segmento de escritórios absorveu "87.649 metros quadrados (m2) de espaços, o valor mais baixo de sempre", confirma o gestor. No retalho, registou-se a inauguração de cinco empreendimentos comerciais, totalizando 114 mil m2, abaixo da média de 210 mil m2 da última década, refere a Jones Lang LaSalle em comunicado. No investimento imobiliário, o volume negociado não chegou a 200 milhões de euros, uma diminuição de 70% em relação a 2010. Na base desta diminuição de negócios em todas as áreas concorrem a situação económica do país, a mudança de Governo a meio do ano anterior e as dificuldades no acesso ao crédito, "algo que se irá manter no corrente ano", concluiu Pedro Lancastre.
Vendas subiram 7%
Apesar da queda das transacções no retalho, escritórios e logística, bem como no investimento, a Jones Lang LaSalle fechou o último ano com as vendas a subirem 7%, para valores em redor de cinco milhões de euros. Este desempenho ficou a dever-se ao crescimento de 26% das áreas não transaccionáveis (avaliações, gestão de imóveis, arquitectura e consultoria), que contam mais de dois terços da facturação da empresa em Portugal.
As outras parcelas do negócio estiveram associadas a operações de investimento, que totalizaram 61 milhões de euros (30% do total de 200 milhões realizados em 2011), e ao arrendamento de escritórios (36 mil metros quadrados), que somaram 23% da área transaccionada em escritórios.
A Jones Lang LaSalle tem atualmente 31 mandatos de exclusividade e co-exclusividade, com uma carteira em comercialização de mais de 103.000 m2 de escritórios.
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