Imobiliário

29/01/12 10:39
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Nova lei do arrendamento deverá dinamizar comércio de rua

Eduardo Melo

Restrições no acesso ao crédito não deverão melhorar este ano. Mas nova lei vai ajudar comércio.

Nova lei do arrendamento deverá dinamizar comércio de rua

A alteração da lei do arrendamento, em processo de aprovação no Parlamento, deverá ser factor de dinamização do comércio de rua. "Com a reforma do arrendamento em curso será de prever o aumento da oferta de espaços disponíveis no centro de Lisboa e, dessa forma, haverá mais oportunidades para as boas marcas internacionais", defende o director-geral da Jones Lang LaSalle, Pedro Lancastre.

Após o "pior ano de sempre" nas operações de retalho, abertura de centros comerciais, escritórios e no investimento imobiliário, Pedro Lancastre identifica uma janela de oportunidade com a aprovação da nova lei das rendas, conjugada com a queda dos preços nos vários segmentos de negócio.

"Quero acreditar que em 2011 o mercado já bateu no fundo e, apesar de considerarmos que em 2012 o desempenho não será muito diferente, começam a denotar-se algumas tendências que, a continuarem, poderão tornar-se oportunidade. Há produtos excelentes com preços baixos, há oportunidades muito boas de negócios para quem tem capitais próprios, escritórios vazios com rendas atractivas, e o mesmo acontece nas lojas e habitação. Será um bom ano para se comprar e arrendar, apesar do mercado estar quase seco de financiamento", defende ainda Pedro Lancastre.

No balanço de 2001, o segmento de escritórios absorveu "87.649 metros quadrados (m2) de espaços, o valor mais baixo de sempre", confirma o gestor. No retalho, registou-se a inauguração de cinco empreendimentos comerciais, totalizando 114 mil m2, abaixo da média de 210 mil m2 da última década, refere a Jones Lang LaSalle em comunicado. No investimento imobiliário, o volume negociado não chegou a 200 milhões de euros, uma diminuição de 70% em relação a 2010. Na base desta diminuição de negócios em todas as áreas concorrem a situação económica do país, a mudança de Governo a meio do ano anterior e as dificuldades no acesso ao crédito, "algo que se irá manter no corrente ano", concluiu Pedro Lancastre.

Vendas subiram 7%

Apesar da queda das transacções no retalho, escritórios e logística, bem como no investimento, a Jones Lang LaSalle fechou o último ano com as vendas a subirem 7%, para valores em redor de cinco milhões de euros. Este desempenho ficou a dever-se ao crescimento de 26% das áreas não transaccionáveis (avaliações, gestão de imóveis, arquitectura e consultoria), que contam mais de dois terços da facturação da empresa em Portugal.

As outras parcelas do negócio estiveram associadas a operações de investimento, que totalizaram 61 milhões de euros (30% do total de 200 milhões realizados em 2011), e ao arrendamento de escritórios (36 mil metros quadrados), que somaram 23% da área transaccionada em escritórios.

A Jones Lang LaSalle tem atualmente 31 mandatos de exclusividade e co-exclusividade, com uma carteira em comercialização de mais de 103.000 m2 de escritórios.

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