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A Nokia Portugal, em linha com a casa-mãe, está a efectuar uma reestruturação que inclui redução de pessoal.
"É verdade que as condições de mercado implicaram reestruturações internas, o que obviamente foi uma decisão difícil e dolorosa de tomar. A Nokia está a apoiar esses trabalhadores através de um programa de responsabilidade corporativa, que segue a linha dos nossos valores e respeita as ‘guidelines' locais", diz ao Económico fonte oficial da Nokia Portugal, referindo também que esta reestruturação teve início no ano passado.
A mesma fonte salienta ainda que "são medidas difíceis, mas necessárias e que vão ao encontro do alinhamento de negócio e operações que seguem a estratégia delineada pela Nokia em Setembro do ano passado." A empresa não revelou o número de pessoas abrangidas por esta reestruturação.
Hoje a fabricante finlandesa confirmou o despedimento de 4.000 funcionários até ao final do ano, em resultado das alterações que irá fazer relativamente à produção de ‘smartphones' nas fábricas na Finlândia, Hungria e México, que será transferida para a Ásia. A fabricante de telemóveis refere, num comunicado enviado à imprensa, que as fábricas de Salo, Komarom e Reynosa deixarão de fazer a assemblagem dos equipamentos, ficando reservadas à "costumização de produto", principalmente para as regiões da Europa e Américas. As linhas de montagem serão transferidas para fábricas na Ásia, pela sua proximidade com os produtores de peças e componentes, com o objectivo de melhorar o ‘time to market' dos produtos.
Segundo dados da consultora IDC, a empresa finlandesa continuava a liderar o mercado mundial de telemóveis, no último trimestre de 2011, com 113 milhões de terminais vendidos, embora nesse período tenha visto a sua quota baixar 8,2%, para os 30,7%. A Samsung ocupava o segundo lugar, com uma fatia de mercado de 22,8%, e a Apple ocupava a terceira posição do top de fabricantes, com 8,7% de quota.
Recentemente, a fabricante lançou o ‘smartphone' Lumia, com sistema operativo Windows Phone, com o objectivo de alavancar as vendas.
Apesar de não revelar o número de unidades vendidas em Portugal, fonte oficial confirma que "as vendas a nível mundial e o número que temos deixa-nos bastante satisfeitos. Desde Novembro do ano passado, a Nokia já vendeu muito mais que um milhão de Lumias."
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