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Os accionistas aprovaram a oferta da Telefónica, mas a palavra do Estado foi mais forte.
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José Sócrates escreve hoje um artigo a justificar o uso da ‘golden share’ na assembleia geral da PT para vetar a venda da Vivo à Telefónica.
"Compreendo muito bem o interesse dos espanhóis da Telefónica em comprar uma empresa tão como a Vivo, tal como compreendo os interesses financeiros dos accionistas da PT em obterem ganhos de curto prazo", lê-se num artigo do primeiro-ministro no jornal Público.
"Mas ao Estado português não compete defender os interesses das empresas espanholas, bem interesses financeiros de curto prazo - mas sim os interesses estratégicos do país", acrescenta, justificando assim o uso da ‘golden share' para vetar a venda da Vivo, que foi aprovada pelos accionistas da PT em AG com 74% dos votos favoráveis.
"Ninguém atropelou os direitos legítimos e até compreensivos de outros accionistas. O Estado limitou-se a não permitir que os seus interesses fossem desconsiderados e ignorados e afirmou-os no quadro dos estatutos da empresa que sempre foram reconhecidos por todos os accionistas", conclui.
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