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“Handelsblatt” e “New York Times” dizem que o País precisa de novo plano de ajuda. Mercados já assumem o cenário. Só Governo e ‘troika’ rejeitam a ideia.
Começa a apertar o cerco internacional a Portugal, numa altura em que já ninguém acredita que o País consiga regressar aos mercados no próximo ano. Os mercados já estão a descontar o cenário de um segundo resgate, os jornais internacionais dão a hipótese como certa e até cá dentro há quem alerte para essa necessidade. O Governo continua, por agora, a rejeitar a ideia. Um filme que já foi visto noutro lado, no ano passado, quando a Grécia se viu obrigada a avançar para uma reestruturação da sua dívida soberana.
"Portugal é o próximo candidato à bancarrota? Para muitos investidores, esta já não é uma conclusão precipitada". A frase pode ser lida num artigo publicado ontem pelo "Handelsblatt", o maior jornal económico alemão. Ao mesmo tempo, do outro lado do Atlântico, o "New York Times" citava o economista Edward Hugh, que aponta para um ‘haircut' da dívida de Portugal, porque o País "literalmente já não tem nada a perder".
Os dois jornais juntam-se assim ao "Wall Street Journal" e ao "Financial Times", que na semana passada foram os primeiros a avançar que Portugal ia precisar de um segundo resgate, classificando como "inconcebível" o regresso dos País aos mercados já em 2013.
Às notícias dos jornais, junta-se a expectativa dos investidores. Na semana passada, em mais do que um dia, os juros da dívida soberana portuguesa renovaram sucessivos máximos históricos, em praticamente todas as maturidades.
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