O jornal norte-americano New York Times descobriu o Alto Alentejo, um destino, diz, "ignorado, mas não por muito tempo".
Na secção de viagens da edição de fim-de-semana, hoje divulgada na sua página na Internet, o jornal conta a história de Doug Smith, americano cansado da gestão do seu hotel na Califórnia e à procura de novos projectos "num local exótico", que acabou por descobrir o "Além-Tejo", e comprar uma quinta do século XVIII em Campo Maior.
Estremoz, e a Pousada Rainha Santa Isabel, "de um luxo anacrónico", Crato e o Convento da Flor do Rosa, que "traz a arte contemporânea a um castelo do século XIV", a vila de Marvão e a sua muralha mourisca, ou a Capela dos Ossos de Campo Maior, são os monumentos referidos, nesta reportagem, que assinala também alguns "tesouros naturais" da região.
A oferta gastronómica é longamente detalhada, dos queijos de Nisa à grande variedade de vinhos regionais, passando por especialidades com as migas ou as várias formas de cozinhar o bacalhau.
Como na Toscânia ou na Provença, a comida e o vinho estabelecem laços entre as famílias locais e os visitantes, escreve o jornal, que recomenda alguns restaurantes destacando a genuinidade dos produtos e o poder atractivo de uma cozinha que nos últimos anos tem vindo a cativar "um número crescente de amantes dos prazeres da vida".
As perspectivas de desenvolvimento regional que "a planeada ligação" por TGV entre Madrid e Lisboa, com paragem em Elvas, são igualmente referidas.
Por enquanto, "é um destino sem complicações, em conta e agradável", conclui o diário nova-iorquino, uma espécie de Toscânia, como era esta região da Itália, há uns trinta anos atrás.
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Mas a "Capela dos Ossos" raspou-se de Évora para Campo Maior ? E porque se esqueceram do Grande Lago (Alqueva) com cruzeiros fluviais ao nível dos do rio Loire ou Douro ? E das outras "coisas boas" que há no Baixo e Alto Alentejos ?
"(...)uma espécie de Toscânia, como era esta região da Itália, há uns trinta anos atrás(...)"...
não sei se é bom se é mau.... eu por mim acho que é bom... VIVA o NOSSO Alentejo!
Se tivesse dinheiro era onde comprava um monte!...
Em resposta ao NapoLeão... Basta ousar a internet
"A capela dos ossos de Campo Maior data do ano de 1766, sendo a segunda maior do país, só a superando a existente na Igreja de São Francisco, em Évora"
O TGV tem de parar em Elvas,Évora ,Estremoz,Arraiolos,Montemor(para as empadas)..É só rir...
Caro Napoleão, "Capela dos Ossos" há muitas, e muitas por todo o Alentejo e Algarve. Umas maiores outras menores, mas há, de facto, muitas. Era, pelo que me explicaram, uma forma de meditar sobre a vida/morte... criava ambiente.
1. A seguir à Nobre Região Templaria ( Tomar, Dornes, Óbidos, Fátima) a Região do Priorado do Crato é das mais belas do País.
2. Crato, Flor da Rosa, Nisa, Marvão e as Ruinas Romanas próximas merecem uma visita prolongada pelas suas Belezas Naturais, pelos seus Monumentos que fazem sonhar ( incluindo Antas e Templos Antigos ) , pela Simpatia das suas Gentes , pela sua sua excelente Gastronomia e pelo seu Artesanato UNICO !
3. Agora, até umas renovadas Termas encontrará na zona da FADAGOSA ( Nisa).
4. Estão reunidas varias condições para criar aí um TURISMO CULTURAL E ESPIRITUAL de elevado valor acrescentado que criará EMPREGOS DE QUALIDADE para os seus Habitantes .
Amigo VG, esqueceu-se de Vendas Novas.
Que belas bifanas, atoladas em manteiga e tão boas "pró cóstroli".
Venha esse TGV para turista "andari"...
Já agora e quanto a "capelas dos ossos". Em Évora existe na cave da igreja dos Lóios, outro monumento deste género.