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Num balanço dos dois meses de Governo de Passos Coelho, Marcelo Rebelo de Sousa disse que nesta altura o PS não seria uma alternativa.
"Neste momento nenhum outro governo faria melhor e não digo isto por ser do PSD", afirmou hoje Marcelo Rebelo de Sousa, no habitual comentário na TVI.
"Se nesta altura houvesse uma crise e uma queda de Governo não havia uma alternativa de Governo do PS liderado por António José Seguro", acrescentou.
Fazendo a avaliação do desempenho do Executivo de Passos Coelho nos dois últimos meses, desde que tomou posse, Marcelo frisou, como pontos positivos, o facto de o Governo ter feito "tudo o que era preciso fazer para não dar argumentos à troika para Portugal não receber o dinheiro". "Cumpriu praticamente ponto por ponto o que era necessário até agora", sustentou, indicando também o "capital de honestidade e determinação do primeiro-ministro".
Como pontos mais negativos, o antigo presidente do PSD considerou que ainda não foi com este governo que terminou a partidarização da Função Pública e frisou que o Executivo de Passos "também não está a conseguir gerir bem a questão da Taxa Social Única e o TGV".
Contudo, no final o saldo é "claramente positivo" para Marcelo, mas o actual Executivo enfrenta três desafios principais: transparência e isenção nas nomeações e privatizações e explicar. "Explicar é diferente de fazer marketing como fazia Sócrates, ele vendia gato por lebre. Falta quem explique neste governo", considera Marcelo.
E existe ainda a questão do corte das despesas. "O primeiro-ministro comprometeu-se com um prazo, até ao fim do mês de Agosto, para dizer onde vai cortar para depois implementar [essas medidas] até ao final do mês de Outubro. Não pode falhar quer nos cortes quer na explicação em relação aos cortes", sustentou o comentador da TVI.
Sobre a participação da selecção portuguesa no Mundial de sub-20, Marcelo foi peremptório: "A selecção foi excepcional, a chamada a selecção coragem", elogiando o espírito de corpo, auto-estima, presença e humildade dos jovens jogadores.
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