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Instituições religiosas, fundações e figuras públicas estão entre os lesados.
A queda de um império com mais de 150 anos de história fundado por três imigrantes judeus vindos da Alemanha foi imprevisível e surpreendente. A falência da Lehman Brothers afectou tudo e todos e nem o poder divino conseguiu escapar. Além da pesada factura que está ainda por pagar a vários investidores portugueses, no rasto deixado pelo colapso do então quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos é possível encontrar várias instituições religiosas entre as vítimas.
A Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, o centro social Padre David Oliveira Martins e o centro social interparoquial de Abrantes são nomes que constam na lista dos queixosos apresentada à empresa responsável pela liquidação da Lehman. Os montantes exigidos por estas instituições religiosas pelo investimento feito variam entre os 4 e os 9 mil euros. Também a fábrica do Santuário de Fátima perdeu dinheiro. Se o poder divino revelou-se incapaz de proteger estas instituições do descalabro, talvez não seja de admirar que os prejuízos causados a outras organizações tenham sido bastante superiores.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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