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Jaime Pereira dos Santos esteve hoje a ser ouvido na Comissão de Inquérito ao BPN.
O porta-voz do Núcleo Estratégico de Investidores (NEI), grupo que se propôs a adquirir o BPN ao Estado, afirmou hoje no Parlamento que a entidade chegou a oferecer 100 milhões de euros a pronto pagamento para comprar o banco.
"Primeiro apresentámos uma proposta formal de 106 milhões de euros e depois melhorámos, numa segunda proposta, para 121 milhões de euros. Na única reunião que tivemos com a senhora secretária de Estado do Tesouro e das Finanças [Maria Luís Albuquerque], um dos elementos do NEI, Vítor [Pinto da] Costa, apresentou uma proposta verbal de 100 milhões de euros pagos a pronto", afirmou Jaime Pereira dos Santos.
Esta reunião terá tido lugar no último dia útil do concurso de privatização do BPN (final de Julho de 2011), de acordo com o responsável.
Depois de já ter escolhido o BIC para encetar as negociações finais da compra do BPN, Maria Luís Albuquerque explicou no Parlamento que a proposta do NEI não era credível, algo que deixou Pereira dos Santos perplexo.
"Quando a senhora secretária de Estado disse que o NEI não era credível, depois de nos ter ouvido uma única vez, eu queria reagir. Então, só no fim é que já não erámos credíveis" questionou o representante do NEI. "Foi bastante deselegante", sublinhou.
Pereira dos Santos considerou que o que não é credível é "mudar as regras de um concurso público a meio do processo". O responsável repetiu várias vezes, enquanto respondia àsquestões dos deputados, que o NEI nunca teve direito a receber as actas das reuniões que teve com o Caixa BI e com o Governo.
Pereira dos Santos queixou-se de uma atitude de diferente comportamento entre o NEI e os outros concorrentes à compra do BPN (BIC e Montepio)."Mira Amaral tinha uma atitude imperial. Entrava e saía das Finanças quando queria", lançou, dizendo que recebeu ameaças para deixar o NEI.Segundo o porta-voz do NEI, no grupo de 15 investidores "é tudo do Conselho Leonino, tirando o Vítor Pinto da Costa, como o próprio nome indica".
Face às acusações que recaem sobre alguns dos elementos que faziam parte do NEI na justiça, o que impediria que pudessem adquirir uma instituição financeira, Pereira dos Santos disse que não tinha conhecimento da matéria.
Refira-se que muita da informação prestada pelo responsável ao longo da sua audição tem causado alguma estranheza entre os deputados. Entre momentos mais ou menos divertidos, os deputados já por várias vezes se mostraram incrédulos com algumas das respostas de Pereira dos Santos.
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