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Em resposta ao desafio lançado por Paulo Portas ao Governo, de se mexer nos salários dos políticos, o primeiro-ministro declarou que se o CDS avançar com essa proposta "não contará com a minha oposição".
"Não me importo nada de reduzir o meu salário. Não contará com a minha oposição. Tenho o maior gosto de contribuir com o meu 13º mês", afirmou José Sócrates no Parlamento, notando, contudo, que "isso não resolve o problema".
O primeiro-ministro respondia ao repto deixado por Paulo Portas, que perguntou ao Governo se estaria disponível para mexer nos salários dos deputados, do próprio Executivo e também do Presidente da República para dar um sinal de contenção ao país, medida já admitida por Teixeira dos Santos e que, segundo o líder do CDS, implica uma poupança de "5 a 6 milhões de euros".
Sublinhando que se o CDS avançar com essa proposta, ela "não contará com a minha oposição", Sócrates não deixou de criticar a iniciativa de Paulo Portas, que classificou de "excessiva, demagógica e completamente populista".
"Não estou de acordo com medidas que apenas têm efeitos morais", acrescentou o primeiro-ministro, hoje na Assembleia da República.
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