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Embaixador da Alemanha em Portugal foi entrevistado no programa “Ideias em Estante”, no Etv.
"A ética protestante e o espírito do capitalismo", de Max Weber, foi a obra escolhida. Uma obra que permite fazer um contraponto, em termos de trabalho, entre a Alemanha do século XX e a dos nossos dias.
Conhece o "b-à-bá" da Economia? Se sim saberá, certamente, o peso que o "L", de Labour - que significa "trabalho"-, tem na equação do desenvolvimento económico. Décimo primeiro filho do abecedário, este primogénito da dezena ocupa, também, lugar central em algumas obras clássicas, que vão da sociologia à economia. De Karl Marx a Max Weber, o dito "L" nunca foi esquecido. Hoje, e particularmente num mundo ocidental em crise, o "L" continua poderoso e de costas largas. Serve de escudo para argumentos valiosos sobre o Euro; está na ordem do dia da concertação social e da competitividade; e chega mesmo a ser "o artista" que pode vir a desenhar o primeiro ‘draft' das semelhanças entre estados europeus. Tudo isto, claro está, numa Europa em crise comandada por uma Alemanha, que - e na opinião de Helmut Elfenkämper, embaixador da Alemanha em Portugal -, "não quer mandar na carruagem". Mas que "de facto tem sido uma espécie de locomotiva sobretudo nos últimos dois anos depois de ter feito reformas importantes que tiveram como resultado um aumento da eficácia da economia". O que - e em conjunto com conjunturas muito boas, por exemplo, na China e nos países emergentes - "deu bons resultados", conclui o embaixador que foi convidado da entrevista "Ideias em Estante", que pode ser vista na íntegra no ETV.
Desafiado a falar da obra "A ética protestante e o Espírito do Capitalismo", livro que apresentou recentemente numa tertúlia pública, Elfenkämper, explica que escolheu este livro para que lhe fosse possível falar da actualidade política na Europa e na Alemanha. "Lembrei-me do título muito evocativo desta obra de Max Weber".
Porquê?
"A minha ideia com a apresentação deste livro foi simplesmente escolher um ângulo de abordagem ao problema que temos neste momento de resolver: a crise das dívidas soberanas e a crise do euro, dentro da zona euro". Uma crise "entre países que têm condições e estruturas económicas muito diferentes. O que tem provocado um debate na Europa que, às vezes, vai muito longe ... em estereótipos", afirma o embaixador que considera que esses juízos de valor podem "facilmente ter um carácter desagradável perante pessoas que pensam que os alemães estão a abordar os problemas de uma maneira demasiado rigorosa, que só pensam em poupar, em consolidar o orçamento e que não pensam no crescimento necessário". Por outro lado, "na Alemanha há vozes desagradáveis sobre atitudes do trabalho no sul da Europa".
"Daí o conflito, por exemplo, das alegadas diferenças das horas de trabalho feitas em diferentes países europeus". Mas o que é que estudos recentes mostram? Mostram que "na Alemanha trabalha-se muito menos do que em Portugal". Apesar desta conclusão não ser (estatisticamente) nova, a mesma serve para termos a certeza de que temos que procurar outras respostas para os problemas, conclui.
Ao que parece o "L" de Weber, que estabeleceu uma relação entre "religião e capitalismo", continua a ser recordado. Mais do que não seja para provar que os Alemães vivem um novo paradigma em relação ao trabalho. Hoje também querem prazer (Ps: em caso de dúvida visite Berlim).
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Comentários (77)
é que Portugal só produz produtos de pouco valor acrescentado, logo, a riqueza gerada é pouco, ainda para mais, com patrões de baixas qualificações que gastam o dinheiro todo em automóveis topo de gama
entre comentários idiotas e insultos o do "jorge, portimão | 27/01/12 11:12" é de longe o mais sensato, e toca no essencial. mas neste país, para mal dos nossos pecados há quem se recuse a para para pensar um pouco.
Sim a mãe anda confusa desde que bebeu 5 garrafões de vinho e umas alheiras. Vê lá tu que o outro dia dei com ela a pinocar com três vizinhos. É a vida na horizontal.
Só um grande aborto mentiroso, vem para aqui a julgar que está a falar para tótós. E toda a tua geração, sai ao lado da tua mãe
Só se foi na antiga alemanha de leste, ou então aqui em Portugal não trabalhava mesmo, e eu falo com conhecimento de causa. Estou na alemanha e sei do que falo
quem diz que se trabalha cinco vezes mais, é porque não sabe nada do quwe está a falar
se o trabalho for devidamente recompensado, trabalhar mais não significa maior produtividade. posso trabalhar 5 horas por dia e corresponder em termos de qualidade ao mesmo que trabalhar 8. É uma questão de eficiência, não só das pessoas, mas também dos procedimentos das empresas e do estado. num país onde estes procedimentos não sejam eficientes, não há horas de trabalho que compensem.
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