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A segurança é um elemento chave para manter a confiança no sistema de multibanco.
Passados 27 anos desde a introdução do multibanco no País, Portugal é já o segundo da Europa e o quinto do mundo com a maior densidade de caixas multibanco por número de habitantes. A rede de ATM nacional é ainda considerada uma das mais sofisticadas do mundo. Mas há muito espaço para inovar. Pedro Viterbo, director-geral da delegação ibérica da Talaris - o maior fornecedor de equipamentos ATM em Portugal com 70% de quota de mercado - lembra que a SIBS é um ‘case study' a nível internacional por ser uma das melhores redes de ‘self-service' do mundo, não só em funcionalidades mas também em segurança e sofisticação.
"Recordo-me de se começar a falar a nível internacional de colocar publicidade nas máquinas quando se calhar nenhum de nós se lembra de alguma vez ter utilizado um ATM que não tivesse publicidade. Lembro-me também de se começar a falar nas ajudas audio para invisuais. Cá esse tipo de ajudas já existe há muito tempo na rede SIBS", frisa. De acordo com o responsável da Talaris, foi ao nível da segurança onde foram dados os maiores passos desde a criação do multibanco. "Uma das principais preocupações de todos os agentes envolvidos é garantir a segurança da operação. Porque, se por via da segurança, o equipamento entrar em descrédito ou o utilizador deixar de ter confiança no equipamento, o retrocesso é enorme", reforça.
A biometria é uma das armas que também pode estar ao serviço da melhoria do nível de segurança das redes de ATM. A Talaris já permite nos seus equipamentos a utilização da impressão digital em substituição, ou em paralelo, com a introdução do código. Mas em Portugal essa tecnologia não está implementada. "Em muitos países as leis de protecção de dados não permitem que os dados biométricos estejam fora de determinadas zonas e a sua utilização é muito questionada pelo público. E, pela reacção que se assistiu à introdução do ‘chip' electrónico nas matrículas dos automóveis, receio mesmo que nunca vamos ter dados biométricos nos ATM ou que isto venha a acontecer muito tarde", alerta Pedro Viterbo. Curiosamente, em países onde as redes de ATM estão em início de desenvolvimento já é vulgar. Em África já há máquinas que utilizam dados biométricos, como no Ruanda.
Mais fácil promete ser a implementação dos leitores de códigos de barras. Passará a ser possível pagar contas de água, gás ou luz sem digitar a referência do pagamento de serviço. "Todos os nossos equipamentos podem ser equipados com essa funcionalidade, o que torna mais fácil uma operação tipicamente muito demorada.
Infelizmente, em Portugal as empresas não optaram por sistemas uniformes de códigos de barras o que torna ainda muito complicada a sua entrada em funcionamento", refere. "Mas está-se a trabalhar nesse sentido. A SIBS já está a pedir equipamentos com os leitores de códigos de barras e em breve teremos essa funcionalidade", acrescenta. Dar troco em moedas, emitir determinados documentos ou produzir cartões pré-pagos também são, funcionalidades que podem ser automatizadas em equipamentos de ‘self-service'.
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