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Nova gestão é positiva para o BCP, mas as acções estarão mais dependentes da crise de dívida.
O consulado de Carlos Santos Ferreira não traz grandes recordações aos accionistas do BCP. Mas apesar de o novo modelo de governação e da entrada de um novo presidente-executivo poderem ser uma lufada de ar fresco, o efeito das alterações na gestão do banco deverá ser limitado nos próximos tempos.
A entrada de Nuno Amado é "positiva no sentido em que representa uma lufada de ar fresco e um momento de mudança no banco, no entanto, não está apenas nas mãos do CEO a ‘performance' accionista do banco", referiu o analista da IG Markets, Duarte Caldas, ao Diário Económico. Isto porque a crise de dívida soberana, que atinge de forma mais agressiva o sector da banca, e as metas que os bancos têm de alcançar devido ao Programa de Ajustamento Económico e Financeiro serão, para o bem e para o mal, o maior catalisador das acções da banca.
Já o analista da Fincor, José Sarmento, referiu ao Diário Económico que "o mercado tem recebido bem as notícias sobre estes desenvolvimentos" nas alterações da gestão. Porém, a maior parte dos bancos de investimento continua cautelosa para a banca portuguesa e o BCP não foge às preocupações. Recentemente, o Goldman Sachs, por exemplo, referiu que dificilmente se encontram "factores de ‘upside' dados os níveis apertados de capital e os ventos contrários do soberano".
Mas apesar das acções do BCP estarem dependentes da melhoria de sentimento do mercado em relação à crise de dívida soberana e à capacidade de financiamento dos bancos, há desafios que a nova gestão do banco poderá aproveitar para dar maior estabilidade aos títulos. "Um novo CEO pode criar alguma confiança no que diz respeito à entrada de novos accionistas, por exemplo", refere Duarte Caldas.
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