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Cruzaram-se no Fórum dos treinadores em Nyon. Cumprimento de despedida em causa.
Só no final de Novembro se realiza o primeiro duelo entre o Barcelona de Pep Guardiola e o Real Madrid orientado por José Mourinho, mas o técnico português já começou a provocar o rival. Os dois treinadores cruzaram-se no Fórum de Treinadores de Elite da UEFA, realizado em Nyon, tendo Mourinho criticado Guardiola por causa de uma saudação à despedida. "Por que razão te custou tanto a estender-me a mão?" terá sido a questão colocada por Mourinho, num acto que teve Michel Platini, líder da UEFA, como testemunha, segundo revela a sequência de fotos apresentada ontem pelo diário "Marca".
Em simultâneo, o ex-treinador do Inter aproveitou para lançar outro comentário provocatório, neste caso acerca da transferência do sueco Zlatan Ibrahimovic rumo a Milão. "Ainda bem que decidiu sair para o Milan, porque assim só tenho de preocupar-me com ele nos dois jogos para a Liga dos Campeões", resumiu.
Os cartões Visa do Barça
Entretanto, a imprensa espanhola divulgou a indicação de que uma auditoria em curso às contas do Barcelona detectou diversas irregularidades. Um dos factos dirá respeito a despesas por explicar, efectuadas por dirigentes do clube, ao longo dos sete anos de presidência de Joan Laporta, com cartões Visa dos catalães, no valor de 265 mil euros. Uma das parcelas, correspondente a 25 mil euros, é da responsabilidade de um ex-dirigente que viajava com a equipa, tendo hotel e refeições pagas, mas mesmo assim efectuou aquela despesa.
Laporta, que tem contestado a informação de que as últimas contas sob a sua gerência apresentem saldo negativo de 77 milhões de euros, pretende participar numa reunião do clube, marcada para meados de Outubro. Aqui defenderia as suas opiniões sobre o documento, enquanto Sandro Rosell, o presidente que lhe sucedeu, terá ocasião de apresentar as conclusões da auditora KPMG.
"Estou de consciência tranquila", reafirmou Joan Laporta, "mas é habitual que surjam questões deste género, vindas de certos sectores. Não conseguir apagar tudo aquilo que ganhámos deve doer. Despesas com voos privados? Tentámos tornar cómoda a vida dos jogadores, pois venceram tudo." E Laporta voltou a atribuir estas notícias a uma alegada "campanha de difamação orquestrada" para ensombrar a sua carreira política. O ex-líder do clube decidiu que iria candidatar-se à presidência da Catalunha.
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