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Os líderes da Mota-Engil, Jorge Coelho e António Mota, estão a obter contratos nas frentes externas que compensam a retracção do mercado nacional.
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A obra para o corredor ferroviário de Nacala abriu as portas a uma parceria alargada com o grupo brasileiro.
A Mota-Engil está a negociar diversos contratos de construção de linhas ferroviárias em vários países com o gigante industrial brasileiro Vale do Rio Doce, revela o presidente executivo do grupo construtor português, Jorge Coelho, ao Diário Económico.
"Existem já diversas conversas com a Vale do Rio Doce nesse sentido, porque este grupo brasileiro reconhece que a Mota-Engil tem uma grande qualidade técnica e ‘know how' na área da construção e engenharia. A Vale do Rio Doce está presente em 38 países. Uma das hipóteses poderá ser, por exemplo, a Guiné Equatorial mas não posso, neste momento, revelar mais pormenores sobre este assunto", adianta Jorge Coelho.
Esta relação preferencial entre a Vale do Rio Doce - a maior empresa privada da América Latina e segundo maior grupo mineiro mundial e a Mota-Engil começou com o contrato de construção de um troço de 145 quilómetros do corredor ferroviário de Nacala, entre Moçambique e o Malawi, divulgado na passada quinta-feira. Um negócio avaliado em 540 milhões de euros.
"Este contrato para o corredor ferroviário de Nacala leva-nos a crer que possamos ter aberto um ciclo novo na empresa e abriu-nos novas perspectivas em África. Esta é a primeira vez que fazemos um contrato deste tipo com um cliente desta solidez financeira, que actua em localizações onde vai haver muito mais contratos deste tipo. Não só em África mas em diversos pontos do mundo. Ainda por cima, quando a Vale do Rio Doce é apoiada por um instrumento poderoso, que é o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Económico]", sublinhou o presidente executivo da Mota-Engil.
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