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Além da operação de centrais mini-hídricas, em parceria com o Banco Privado do Atlântico, está interessada em grandes barragens.
A Mota-Engil colocou o sector energético na lista de investimentos prioritários da estratégia de crescimento internacional. A palavra de ordem da empresa é diversificar a actividade, usando como suporte as plataformas regionais onde o grupo já está presente, contrariando o clima de recessão que afecta a economia portuguesa. É neste contexto que o grupo se prepara para entrar no concurso que o Governo de Luanda está a ultimar no segmento hidroeléctrico.
"Vamos participar na concessão de centrais mini-hídricas, em parceria com o grupo Vista, ligado ao Banco Privado Atlântico", avança o presidente executivo da Mota-Engil, Jorge Coelho, ao Diário Económico.
Estes empreendimentos não são, no entanto, os únicos que se encontram nos planos da empresa portuguesa. "Estamos interessados, através da Mota-Engil Construções, nas grandes barragens. Porém, ao contrário das mini-hídricas, não pretendemos actuar como operadores. Apenas na sua construção", sublinha o mesmo gestor.
Angola prepara-se para dar prioridade à produção de energia hidroeléctrica, ao abrigo do programa de investimentos públicos definido para os próximos seis anos, procurando assim reforçar o seu deficitário parque gerador de energia.
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