Mais Lidas
Humberto Costa Leite deve anunciar hoje a posição sobre a venda do Finibanco ao Montepio Geral.
Comunidade
O banco mutualista vai lançar uma OPA sobre o Finibanco e vai reforçar a sexta posição no ‘ranking’ da banca em Portugal.
Foi muitas vezes dado como candidato a ser comprado, em recorrentes rumores de mercado ao longo dos anos. Mas desta vez é a valer. O Finibanco vai ser comprado e o Montepio Geral deverá hoje anunciar o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Finibanco Holding, que consolida o banco. A operação deverá ser hoje, a início da tarde, submetida a aprovação no conselho geral do banco mutualista, apurou o Diário Económico, e só depois será comunicada ao mercado.
A forte movimentação das acções em bolsa nos últimos dias acabou por denunciar a operação que estava a ser preparada, tendo a CMVM acabado por decidir ontem suspender a negociação das acções da ‘holding' liderada por Humberto Costa Leite.
Embora ainda não sejam conhecidos os detalhes da operação, sabe-se que a operação passará por uma OPA voluntária, antecipando uma exigência a que o Código dos Valores Mobiliários iria obrigar. Só a compra da posição da família Costa Leite implicará passar a deter bem mais que um terço do capital da Finibanco Holding, que consolida o Finibanco. A participação da VIC SGPS ultrapassa os 58% do capital e a Vicaima Madeiras detém ainda 5,3% da ‘holding', num total acima dos 60%.
Por outro lado, um dos principais accionistas do grupo, depois da família Costa Leite, o Banif está, aparentemente, disponível para estudar a venda dos 9,8% que detém no Finibanco. Isto desde que as condições agradem ao banco liderado por Joaquim Marques dos Santos. Em declarações ao Diário Económico, o ‘chairman' do Banif defende que "dependendo das condições, o banco tomará uma posição". O responsável garante que a instituição não foi ouvida e que não tem qualquer conhecimento sobre a operação mas adianta que "a ser verdade, e se as condições interessarem, não haverá oposição". De resto, em entrevista recente ao Diário Económico, Marques dos Santos admitira já que a participação no Finibanco "foi adquirida noutro contexto e com outros objectivos e, digamos, a conjuntura hoje não é favorável a esses objectivos".
Notícias da mesma categoria
Publicidade
Acções do PSI 20





