Mais Lidas
João Proença, secretário-geral da UGT, acredita que se não tivesse assinado o acordo tripartido, as medidas “seriam muito piores”.
Comunidade
- Queda dos subsídios de desemprego anima Wall Street 21:11
- DECO propõe à troika proibir o agravamento do 'spread' 20:54
- Barclays, BESI, Citi e Crédit Suisse confirmados para venda da TAP e da ANA 20:36
- Sonae Capital duplica prejuízos no trimestre 19:52
- JP Morgan e Barclays vendem 41 milhões de acções da EDP 19:51
João Proença diz que a conflitualidade social poderia arrastar Portugal para uma situação como a da Grécia.
O secretário-geral da UGT garante que, sem acordo, as medidas no terreno seriam piores. No mesmo dia em que assinou o acordo para o crescimento, competitividade e emprego, João Proença diz que a grande vantagem para o Governo foi a questão da conflitualidade social "e poder aparecer em Bruxelas com este acordo tripartido".
Porque assinou este acordo?
Porque se não assinasse as medidas seriam muito piores. Portugal está hoje sob ajuda externa, o anterior Governo do PS assinou um memorando com a ‘troika' que este Governo pretende cumprir e até eventualmente ultrapassar, incluindo na área da desregulamentação laboral. Há que ter presente, medida a medida, se não houvesse acordo o que aconteceria nomeadamente para cumprir o memorando. Na área do mercado de trabalho era muito pior. Em segundo lugar, porque é um acordo pelo qual sempre nos batemos: primeiro, deixar cair a meia hora, porque é completamente inaceitável. Só houve abertura para cair na parte final de Dezembro.
Até lá era adquirida?
Até lá era adquirida e havia uma intransigência em deixar cair a meia hora. Até houve tentativas de nós cedermos nalguns pontos alterando a lei da meia hora. A UGT foi totalmente intransigente. A segunda questão foi porque nos batemos sempre por um acordo para o crescimento do emprego, precisamos de medidas, para além das de redução do deficit e da redução da dívida externa.
As alternativas à meia hora - reduções nas férias, feriados e pontes - são melhores para os trabalhadores?
O que está a dizer é totalmente falso. Não são as férias, feriados e pontes. Elas iam claramente para a frente com a meia hora.
Então qual foi a moeda de troca para substituir a meia-hora, que já substituía a TSU?
A grande moeda de troca para o Governo foi a UGT estar disponível para discutir a questão e comprometer-se com medidas que estavam previstas no memorando, diminuindo a conflitualidade social.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





