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O ministro da Educação, Nuno Crato, disse hoje no Parlamento que não faz ideia de quantos professores contratados ficarão fora do ensino no próximo ano lectivo.
Confrontado com os números avançados pela Fenprof, que estima que cerca de 20 mil docentes não serão contratados no próximo ano lectivo, o ministro diz ser um cenário "fantasioso" os receios de que sejam "dezenas de milhares".
Falando numa audição na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, Nuno Crato disse que "é arriscado adiantar um número porque depende de várias variáveis", entre as quais os horários das escolas e o número alunos que se vai matricular.
No entanto, o membro do Executivo diz que "há uma redução do número de alunos que estão em idade de escolarização" e recordou as palavras que disse em Agosto do ano passado: "naturalmente haverá bastantes professores não contratados e é possível que haja muitos com horário zero, é difícil, mas é inevitável".
Questionado sobre a ignorância destes números, a dias de as escolas terem de começar a pensar na organização do ano escolar, pela deputada bloquista Ana Drago, o ministro afirmou que "há uma redução do número de alunos em escolarização, modificações geográficas e outros factores que tornam altamente difícil" prevê-los.
Quanto aos professores do quadro que serão postos em mobilidade especial por falta de horários, Nuno Crato afirmou que o objectivo do governo é que "nenhum" fique nessa situação.
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