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O número dois do Governo fala sobre o plano de austeridade, a importância de uma coligação e a revisão constitucional.
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Luís Amado diz que as presidenciais de 2011 abrem “um novo ciclo político” e defende que a Constituição deve ter um valor máximo para o défice e para o endividamento.
O Governo conta com o PSD para as reformas estruturais?
E o PSD tem que contar com o PS. Sem o entendimento com estes dois principais partidos, que não é exclusivo de um entendimento com outros partidos à direita e à esquerda, o País não conseguirá adaptar-se às condições muito exigentes com que estamos confrontados. Seria absolutamente irresponsável que os dois partidos não trabalhassem uma agenda positiva.
Qual é a melhor solução: um entendimento no Governo ou no Parlamento entre PS e PSD?
Neste momento temos o entendimento possível. Foi pena que à saída das últimas eleições não tenha existido um entendimento mais formal.
Um Governo de bloco central?
Não há, em nenhum País europeu, um Governo minoritário como o nosso. Num momento de tanta instabilidade e incerteza, quando os mercados impõem a sua força com uma lógica que desprezámos, temos um Governo minoritário porque a oposição em bloco recusou negociar qualquer plataforma de Governo. Foi um erro.
O Governo tomou posse há sete meses. Não há ministro das Finanças a mais e políticas sectoriais a menos?
O País tem estado dominado, como todos os Países europeus, pelos problemas financeiros. A crise financeira está longe de ultrapassada. Vamos entrar numa fase de revisão constitucional e é importante que haja um consenso alargado face a dispositivos constitucionais que criem estabilidade e ajudem a resolver problemas estruturais.
Que problemas?
Na questão orçamental. Haverá uma reacção positiva dos mercados se, por exemplo, formalizarmos uma norma travão que crie um limite para o défice e endividamento. Um valor aceitável que não impeça uma resposta adequada em momentos de crise.
Que reformas devem ser feitas na revisão constitucional?
É indispensável que os principais partidos se entendam sobre reformas em sectores essenciais para a recuperação do País: educação, justiça e o sector laboral. Uma reforma no ensino exige uma década, na justiça exige muitos anos. Por isso a alternância não pode colocar em causa as políticas neste sectores.
Defende um entendimento alargado na reforma da educação, justiça e trabalho?
Nesta fase de grande complexidade o consenso deveria ser uma imposição da própria sociedade.
Isso acontecerá na revisão constitucional?
Há um ambiente que se criou que é propício a um entendimento alargado entre os principais actores políticos à semelhança do que aconteceu em momentos de crise nas décadas de 70 ou 80. Os objectivos do País não foram hipotecados por divergências pessoais, ou protagonismos de personalidade ou de carácter.
A legislatura vai ser cumprida até ao fim?
Depende muito do que acabei de dizer: capacidade de entendimento, gestão de expectativas internas dos partidos e do Presidente da República e da leitura que faz do processo político. Acredito que no imediato, com os passos que foram dados, não teremos uma crise política que seria totalmente irresponsável.
Depois das presidenciais logo se verá...
Ver-se-á porque se abre também um novo ciclo. Vamos ver como evolui o trabalho parlamentar que terá pela frente a aprovação de importantes documentos para implementar o programa de estabilidade e crescimento. O importante é que no espaço reformista de inserção da economia e da sociedade no espaço da economia mundial e europeia haja um entendimento possível.
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Comentários (22)
Tem de ser rapidamente reposta a verdade 36 anos após o 25 Abril.
Poderá ser que eu e a maioria tenha poucos direitos e outros têm muitos mais,
por direitos adequiridos!!! e são ao todo proximo de um milhão e meio;com meios gerados pelo trabalho de muitos durante este tempo, só porque os politicos têm tido mêdo de perder votos. Este Pais não vai a parte nenhuma enquanto não houver coragem de modificar todo este estado de coisas a saude - justiça - ensino - e amaneira de governar este pais sobretudo com VERDADE
Uma verdadeira tontice !
É assim como legislar por decreto, para que a crise termine ...
Quem estuda a Língua Portuguesa, sabe, pela Gramática, que "sujeito" é aquele que pratica a acção indicada pelo verbo.
Na presente crise, o Povo português terá de ser o sujeito determinante para a enfrentar com sucesso e sem a cooperação do qual não se chegará a lado nenhum, nem a economia deste País, o doente que maltrata as nossas carteiras, terá qualquer reabilitação.
Claro que é igualmente indispensável uma política austera nas contas públicas, que corte a direito e que não atenda aos habituais interessezinhos instalados !
Porém, que cada cidadão deste País não suponha que isso da crise é apenas lá com o Governo e que "já tenho com que me preocupar" ...
Enquanto não interiorizarmos que o Estado somos, afinal, todos nós não existirá fim à vista para os problemas económicos e financeiros actuais.
O Português privilegia em demasia a ostentação exterior, pela sua vaidade, não sei se congénita se cultural.
Não recua em endividar-se sem poder, a fim de ter acesso a bens muito acima do que o seu orçamento familiar lhe permite.
Esta realidade de sobreendividamento crónico, em muitas famílias portuguesas, tem de ser posta em relação com a pouca produção de riqueza deste País.
Daqui resulta um desequilíbrio, que, acumulando-se, ano após ano, chegou ao "monstro" com que hoje temos que nos haver.
Os Partidos de esquerda, com os seus apelos habituais à agitação social, fazem da difícil situação que nos toca a todos pasto para as suas tiradas demagógicas e oportunísticas.
Cabe ao Povo saber separar o trigo do joio e não embarcar em toadas revolucionárias, cujos tristes epílogos e frutos todos conhecemos, à saciedade.
A agitação social "intramuros " será um barómetro, que, no exterior, servirá para medir o critério, para que os juros que a nossa dívida paga sejam agravados, com as correspondentes consequências nas nossas empresas e famílias.
Inteiramente de acordo! É tempo de se acabarem com as facturas que se deixam para o que vem atrás. Atrás, é sempre o país, e é o país que tem sempre de pagar as asneiras dos governos. Imponham-se, pois, regras para que não voltem a acontecer os disparates a que assistimos.
Mais um aldrabão, que tem andado disfarçado a assobiar para o lado.
Agora manda estas bocas, para atirar areia aos olhos dos papalvos!!!
É uma grande medida colocar na Constituição os limites do déficce do Orçamento, da Dívida Pública e da percentagem dos Impostos e Contribuições no PIB,sendo necessário que a Constituição defina com precisão que a Dívida Pública engloba toda a responsabilidade assumida pelo Estado, mesmo a que é para pagar daqui a alguns anos (PPP), anulando toda a contabilidade criativa que os incompetentes utilizam.
Porque será que ninguém questiona o senhor ministro a respeito do problemas no concurso da carreira diplomática? Ao menos para que a criatura deixe de se fazer de Pilatos. A culpa não é só da máquina...
O Governo vai propor ao Parlamento uma lei que visa possibilitar a magistrados do Ministério Público (MP) a permanência em funções após a aposentação aos 70 anos. A medida abrange o actual vice procurador-geral, que atinge o limite de idade a 15 de Junho.
O País tem comsumido mais do que aquilo que produz. Além da demagogia fácil e irresponsável da classe política que acha que para ter mais uns votos se deve dar tudo a todos, os sindicatos são igualmente, e conscientemente, responsáveis por exigir
aquilo que o País não pode dar. Vejam a irresponsabilidade de definir carreiras na função pública cuja progressão depende apenas do decurso do tempo.Basta sentar-se à secretária sem nada fazer que o tempo se encarrega do resto. Toda a gente tem direito a reformar-se em GENERAL. Não há soldados, nem Sargentos.Só Oficiais superiores. A Tropa que experimente a fazer uma gerra só com Oficiais e logo verá o resultado. A pesar desta evivência e da grande responsabilidade dos Sindicatos no emergir da crise,vêem agora os mesmos dizer que é preciso lutar contra a crise. Miesráveis !!!!
Este Luís Amado tem de facto muita lata. Esteve caladinho que nem um rato este tempo todo. E não foi por falta de passeatas a Bruxelas que não se apercebeu da bandalheira e trafulhice financeira e económica no nosso país... Curiosamente, aquilo que o ministro "de Estado" (oh! la, la) socialista hoje sugere parece copiado de um artigo de opinião datado de ontem do ex-primeiro-ministro espanhol do PP, José Maria Aznar... É a tal coerência ideológica do PS tuguinha, presume-se. Que descaramento. e entretanto assinam TGV's ao Sábado e mantêm candidaturas a Mundiais de futebol que nos vão custar os olhos da cara mas que levam apenas a chancela (e só servem os desígnios de propaganda turística) espanhola...
Bom passo, mas não é tudo, esqueceu-se do mais importante, limitar os impostos na Constituição, aquilo que o Estado pode tirar às pessoas.
Assim qualquer Governo continua com Poder Total na Economia ao contrário dos limites Políticos que a Constituição tem. É altura da Republica também chegar á economia.
Nao havera por ai nenhuma alma generosa que leve um presente para ser destribuido na AR?
29 de Maio, uma grande manifestação de indignação, de confiança no futuro, de exigência de mudança
Exigimos a abolição das medidas fortemente penalizadoras dos desempregados, dos trabalhadores e dos reformados e a adopção de políticas alternativas justas e mobilizadoras da sociedade. Com uma forte participação de trabalhadoras e trabalhadores, empregados e desempregados, de jovens, de reformados e pensionistas, de todos quantos são atingidos pela violência e injustiça destas políticas daremos expressão à justa indignação que os portugueses e portuguesas sentem e tornaremos possível o caminho para a mudança.
Apelamos e exortamos os trabalhadores a darem um combate sem tréguas às inevitabilidades, à submissão, ao amorfismo!
Comprometemo-nos com o reforço da acção para a exigência de politicas mais justas e solidárias, com a luta de quem trabalha, de quem está desempregado, de quem sofre com violentas precariedades, combatendo o desespero em que querem colocar uma parte significativa da população.
Vamos juntar todos os descontentamentos e protestos na luta pela defesa dos direitos e da dignidade de quem trabalha.
Vamos esclarecer, mobilizar, unir forças e vontades dos homens, das mulheres, da juventude, aumentando a capacidade reivindicativa e a dimensão da luta nos locais de trabalho e desenvolver iniciativas publicas de indignação e protesto face à violência das medidas que estão a ser desenvolvidas.
Vamos fazer uma Grande Manifestação Nacional , no próximo dia 29 de Maio, em Lisboa , construindo um momento alto da contestação a estas políticas injustas e violentas, exigindo um novo rumo para Portugal que coloque os trabalhadores e o povo no centro das prioridades da política económica e de toda a acção política necessária ao desenvolvimento do país.
O futuro exige-nos o alargamento da base de mobilização, a intensificação e ampliação da luta.
Lisboa, 15 de Maio de 2010
O Plenário Nacional de Sindicatos
Aplaudo com entusiasmo esta declaração do MNE. De facto já que os diferentes governos não são capazes de ser racionais e competentes na gestão financeira do país tendo em conta os seus recursos e as suas possibilidades a limitação, por via constitucional, dos défices orçamentais e do endividamento público é a única via de que dispomos para garantir uma gestão eficiente e responsável das finanças públicas. Se conseguirmos sair desta terrível crise com que nos debatemos esta proposta é de uma enorme sensatez e de muito bom senso. Pena que a maioria da população não compreenda o terrível drama que temos entre mãos e as consequências dramáticas para a nossa economia e para o nosso modo de vida se não formos capazes de estancar esta monstruosa sangria provocada pela irresponsabilidade financeira em que os governos têm vindo a incorrer. Os ditos especuladores e os seus famigerados ataques a países tão "virginais" como o nosso são fantasias inventadas pelos governantes (convenientemente acolitados por uma certa comunicação social subserviente e ignorante) para nos lançar areia para os olhos e uma cobarde forma de se eximirem às suas responsabilidades. O que está a acontecer é a lógica e imediata consequência da sua reiterada irresponsabilidade por terem incorrido ao longo de anos e anos a fio em défices orçamentais e contínuos défices da balança comercial com o exterior. Foram pelo menos 15 anos de regabofe e de delirio consumista mas a festança chegou ao fim e há que pagar a factura.Andámos anos anos e anos a consumir e a gastar o que não produzimos e para tal recorremos aos empréstimos e quem nos emprestou o seu dinheiro quer ser reembolsado e começa a ter dúvidas da nossa capacidade em pagar o que lhe devemos. É isto e só isto. O resto é mera retórica e uma tentativa desesperada de responsabilizarem os outros pelas nossas asneiras.Lamentavelmente as principais vitimas desta factura vão ser os que nunca foram para a festa.
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