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Ministro admite mais austeridade para cumprir o défice

Margarida Vaqueiro Lopes  
28/02/11 09:50

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Teixeira dos Santos assegurou hoje que, se necessário, serão implementadas medidas de austeridade adicionais para baixar o défice.

O ministro das Finanças português discursou hoje sobre as origens e as soluções da actual crise de dívida soberana na Europa. Numa conferência dedicada a esse tema, promovida pela Reuters/TSF em Lisboa, Teixeira dos Santos argumentou que "há uma deficiência" no euro que levou os mercados a direccionar os holofotes para o Velho Continente.

Sublinhando que o défice e a dívida de Portugal cresceram "em linha" com o conjunto dos países da zona euro, o ministro perguntou por que escolheram os mercados a Europa como foco de todas as dúvidas? E deu a resposta: "Há uma deficiência no euro: não temos um instrumento orçamental ou fiscal na zona euro. É isso que nos diferencia (...) Foi notória a inexistência de instrumentos de intervenção imediata, aquando da situação grega, que fosse capaz de tranquilizar os mercados".

Considerando que, mesmo assim, "os mercados estão a exagerar", Teixeira dos Santos afirmou que a Europa tem "capacidade para lhes responder de forma adequada". E neste ponto, falando sobre a situação portuguesa, o ministro garantiu que "aconteça o que acontecer, não nos desviaremos dos objectivos".

"Temos que reafirmar de forma clara o compromisso de que tudo faremos para cumprir os objectivos orçamentais e que dispomos de medidas adicionais, se necessárias, para garantir esse cumprimento", assegurou, admitindo a existência de dois riscos que poderão perturbar as metas orçamentais: "dificuldades em implementar as medidas tal como foram delineadas na proposta orçamental" (risco operacional) e as recentes perturbações no mercado de matérias-primas (risco económico).

Uma das grandes lições da actual crise, continuou, é que "não há prosperidade sustentável assente no endividamento". A resposta a essa evidência é que "termos de reduzir o nosso consumo público e privado para níveis que sejam consistentes com os nossos níveis de produção de riqueza". O futuro, disse o ministro das Finanças, "exige mais produção, mais produtividade, mais eficiência do nosso sistema produtivo.





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