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Diz que a repetição de ano quase nunca é benéfica e defende formas de apoio aos alunos com um ritmo diferente.
Numa entrevista ao semanário Expresso, este sábado, no semanário Expresso, a ministra da Educação, Isabel Alçada diz que a fórmula do chumbo "não tem contribuído para a qualidade do sistema".
"A alternativa é ter outras formas de apoio, que devem ser potenciadas para ajudar os que têm um ritmo diferenciado", adiantou a ministra, acrescentando que pondera alterar as regras de avaliação durante o seu mandato, apesar de pretender um consenso e um debate alargado no sector.
A ministra da Educação dá o exemplo de aulas de estudo acompanhado e projectos especiais com mais professores e técnicos.
A ideia de acabar com os chumbos não é nova nos Governos de José Sócrates. Também a anterior ministra Maria de Lurdes Rodrigues defendia esta medida e chegou mesmo a ser chamada ao Parlamento pelo CDS-PP para explicar a posição do Ministério da Educação.
CDS-PP considera "um disparate" e uma "injustiça"
O CDS-PP considerou hoje um "disparate" e uma "injustiça" a intenção do Governo de acabar com os chumbos no ensino, opondo-se "tenaz e competentemente" à medida e sustentand que "Portugal necessita de valorizar a cultura do mérito".
Em comunicado, citado pela Lusa, reagindo à entrevista da ministra da Educação, a direcção do CDS-PP considera que "um sistema educativo sem retenções é triplamente injusto".
Na entrevista, Isabel Alçada diz que a fórmula do chumbo "não tem contribuído para a qualidade do sistema".
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Comentários (78)
APROVEM! O aluno que chumba perde a motivação e perde anos e anos no mesmo ano por falta de vontade, se passarem garanto que se dedicam mais aos estudos. E quanto a todos terem empregos bons não é bem assim! As empresas que seleccionem os que têm melhor media, pois um aluno que passe com media de 4 nao pode ser escolhido e por isso mesmo nos alunos vamos ter consciencia que mesmo passando o nosso futuro profissional esta em jogo e assim nos esforçamos mais para ter melhores medias! :D
Sou professor. Apenas o digo para se perceber que estou bastante envolvido e dentro deste assunto. Gostaria de revelar aos comentadores que estas medidas já não são novas e já estão em efeito. Pessoalmente vi alunos meus com 6 e 7 negativas (de 11 disciplinas) transitarem de ano. E para chumbar um aluno a carga sobre os professores é tanta que é, na pratica, quase proibido. Se isto ainda não se notou cá fora é porque nem todas as escolas seguem as indicações do ministério e só agora a srª Ministra se descaiu.
E quando alguns ingénuos falam de limitar os chumbos e pôr as criancinhas a aprender, é porque não fazem ideia do que é conseguir que todos lá cheguem quando estão às dezenas na sala de aula e mais de metade não quer fazer o esforço. O resultado prático de tudo isto é que a exigência tem de descer (senão o professor é mau professor porque avalia as capacidades reais em vez de fazer transitar as crianças) e aqueles que não fazem nenhum vão transitar e acabar com as mesmas qualificações que os outros, que são parvos porque se esforçaram.
Sim, porque além de fazer babysitting as escolas é suposto conferirem qualificações que serão depois utilizadas no mercado de trabalho. A escola não deve ser pena de prisão. Não se mede em anos que o aluno lá andou a passear.
Mas aparentemente a senhora Ministra inspira-se no modelo finlandês. Esquece-se contudo que não está a governar a Finlândia. Está em Portugal, onde não existe da parte de muitos pais o acompanhamento devido dos seus filhos, onde a taxa de literacia real é muito mais baixa, onde falhar a Matemática é levado no "deixa estar que eu também não percebo nada disso".
Sinceramente, se um aluno agora cruzar os braços e decidir não fazer ponta de nada vou só dizer-lhe: "deixa estar que assim ainda chegas a Ministro"... E o mais triste é que estou a ser sincero.
Boa noite,
Antes de mais aproveito para demonstrar a minha incredulidade perante toda esta situação.
Enquanto estudante universitário considero esta proposta um insulto para as pessoas que concluíram o Ensino Secundário por mérito próprio. É uma extensão do Programa "Novas Oportunidades" a todo o sistema de ensino.
À parte disso devo dizer que alguns comentários a esta notícia têm toques de um Surrealismo Kafkiano... Nunca pensei ver uma pessoa a escrever "opurtonidade", "analizarmos", "cidadões", "portugeses", "psicológicamente", "prosseguém", "sería", "quém", "daría", etc... ao mesmo tempo que se vangloria por ser uma das 5 melhores alunas do seu curso na Faculdade quando passava à tangente no ensino obrigatório! Como é que é possível? Só mesmo em Portugal!
Depois ainda vem com os tapa-olhos do costume...
O que é que a proximidade das escolas tem a ver com o que quer que seja? A localização da escola é a mesma para os bons e para os maus alunos.
Para finalizar a sua intervenção tem a audácia de sugerir que se façam testes de QI juntamente com os exames nacionais! O mínimo que se exige é que as pessoas saibam escrever e esta senhora claramente não sabe. Mesmo assim conseguiu concluir um curso superior e acha-se com moral para falar dos outros! Será que nunca ninguém a confrontou com a realidade? Talvez com medo das repercussões? É a crise de valores sem paralelo em que nos encontrámos aliada ao Factor C que governa o nosso país... Uma das pessoas que tentou inverter o panorama da situação foi a ex-Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues mas não a deixaram fazer o seu trabalho. Os professores não queriam ser avaliados... Porque será? Também eu não gosto de ser avaliado por pessoas sem escrúpulos...
Quais vão ser os critérios de entrada nas Universidades? Deixa de haver numeros clausus? Passa a ser feito "de forma aleatória"? Enfim...
Não sei qual é o problema... quando existe um programa chamado Novas Oportunidades em que qualquer pessoa tira o 12º ano em poucas semanas...
Sabem qual é o problema? Inveja
Eu acabei este ano o 12º ano, e até para mim isto é inconcebível.
Se Portugal quer mais jovens com pelo menos o 12º ano, os próprios alunos é que se têm que esforçar. O que está errado não é o método de avaliação, mas sim o incentivo próprio e em casa dos alunos.
Não passar de ano, significa que o aluno não atingiu o grau de conhecimento que era necessário em certas disciplinas, desde quando é que é errado reter um aluno porcausa disso?
Mais vale termos alunos a reprovar, mas que quando acabam o 12º ano estão aptos para ir para a faculdade ou trabalharem, com bases de conhecimento apropriadas, do que simplesmente ter o "canudo" e retirar o crédito que até hoje o "canudo" oferece aos estudantes.
Isto é ,simplesmente, absurdo.
Olá a todos,
Penso ser sensato dar uma oportunidade à ministra, ela deve apresentar as ditas "novas formas de apoio" e en que escalões serão válidos. Mesmo sendo de outro partido politico dada a minha vivencia peso ser sensato rever um estrutura de educação que se analizarmos bem não tem evoluido ao mesmo ritmo da sociedade Portuguesa.
Na escola normal isto de 1º ao 3º ciclo tive imensos colegas que chumbaram, o resultado foi que pessoas com valor simplesmente desistiram da escola. Porquê? Porque para uma criança adolescente viajar 2/3h dia para a escola é fatigante, muitos pais não dão qualquer suporte aos filos e psicológicamente para um adolescente pode ser dificil de aceitar que os colegas alguns menos inteligentes prosseguém e ele não. No meu caso passei muitas vezes à tangente e na Universidade estive sempre no top 5 do meu curso! Se eu tivesse reprovado talvez nem tivesse acabado o 3º ciclo.
Soluções?
1) Testes QI, computadores e linguas estrangeiras;
2) Escola de Verão sería interessante. Quém não teve aprovação terá uma opurtonidade extra durante 1 mês na área que teve menos aproveitamento.
3) Se o ponto anterior foi suficiente esta pessoa precisa de ser aconselhada a escolher um curso prático (computadores, máquinas, cozinheiro, ferramenteiro, soldador, cabeleireiro,...)
4)... decerteza existem outras maneiras de ajudar os futuros cidadões activos que não me recordo.
Contudo e para finalizar penso que todos os anos os futuros Portugeses deveriam fazer testes de QI assim como fazem de matemática. Isto em conjunto com as notas daría um feedback mais preciso se o aluno de facto é inteligente o por outro lado é uma pessoa noamal mas que trabalha para estar ao mais alto nivel.
É o maior ataque ao saber e desenvolvimento do País aquele que esta ministra, julgada sabedora e letrada, está a pensar fazer e que os Portugueses não vão tolerar.
Fico espantado ao ver o sorriso de contentamento dos pais de hoje pelos filhos iletrados, analfabetos e imprestáveis de amanhã e que na maior parte dos casos terão à sua espera a construção civil como trabalhador indiferenciado.
É o maior ataque ao saber e ao futuro do País que esta ministra que pensava sabedora e letrada está a pensar fazer mas que os Portugueses não vão tolerar.
Fico espantado ao contemplar o sorriso dos pais de hoje pelos filhos iletrados, analfabetos e imprestáveis que serão amanhã.
O máximo que a maioria conseguirá é trabalhar na construção civil como trabalhador indiferenciado.
Vamos ficar todos iguais, todos doutores e engenheiros! afinal o que fazem eles além de assinar papéis? qual a sua responsabilidade em qualquer tacho? nada, a culpa dos erros é sempre dos trabalhadores e nunca deles, assim podemos ficar em pé de igualdade? acho boa ideia essa nada de xumbos,
Para saber o que sabem hoje os iluminados deste País! podemos ser todos doutores e engenheiros, porque não? no final o papel deles é num qualquer gabinete assinar papéis, o resto já vem tudo feito, não precisam aplicar nenhuma da sua sabedoria...é fácil e a ministra está certa! vamos ser todos doutores e engenheiros, a diferença já não é nenhuma! ao menos somos pobres mas honrados e sérios....somos gente honesta! venha de lá esse canudo---rsrsr
Incompetência, é o mínimo que se pode dizer desta senhora. O "artista" que se diz reprentante dos pais, deveria estar calado e não dizer asneiras.
Esta senhora nunca lhe passou pela cabeça, que algum dia viria a ser Ministra da Educação. Os acasos da história bateram-lhe à porta e um dia convidaram-na para esta função. A senhora já era muito conhecida por escrever histórias infantis. É nesta linha que a senhora se move bem, ou seja, propõe leis, como se estivesses a propor histórias para adultos mas com reminiscências da meninice. É como se apresentasse uma brincadeira, tipo "faz-de-conta". Onde é que este país vai parar ?
Sabemos que o Ensino em Portugal já é uma miséria. Desde o 25 de Abril que as "revoluções pedagógicas" não têm parado. Cada Ministro, cada ideia. Esta senhora era conhecida por ser autora de histórias para crianças, talvez que a sua tendência intelectual, seja olhar o povo português, como uma população infantilizada, e como tal, nada melhor que fazer estes ajustamentos para contentar os pais e os os filhos que almejam por estes facilitismos para sua satisfação social ( o meu filho já está na faculdade. Já tenho uma filha doutora ). Depois, " Este país é uma porcaria. Vejam que a milha filha doutora, o que lhe aparece é um emprego de caixa no hipermercado ". Esta geração de políticos, com algumas excepções, não valem nada e certos paizinhos é a mesma coisa. Estão bem, uns para os outros. Transformaram este país num grande porcaria. Agora chegou a vez de apertar o cinto. O que se seguirá ?
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