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O distrito judicial de Lisboa já abriu 261 inquéritos este ano. Só no DIAP de Lisboa entraram 161 casos.
Com a entrada de 261 novos casos de corrupção nos primeiros seis meses do ano, o Ministério Público do distrito judicial de Lisboa investigou uma média de dois novos processos por dia, tendo em conta os dias úteis de seis meses de trabalho. A mediatização dos crimes económicos, o reforço dos poderes das entidades de supervisão e a maior atenção das autoridades para este fenómeno, são algumas das justificações que têm sido apontadas para explicar a intensificação da actividade da justiça.
Os dados constam do balanço do primeiro semestre de actividade da Procuradoria-geral distrital de Lisboa (PGDL), consultado pelo Diário Económico. A PGDL é composta por 13 comarcas. Lisboa, Sintra, Almada, Barreiro, Açores e Madeira são algumas das áreas abrangidas pela entidade dirigida pela procuradora Francisca Van Dunem.
No balanço destes meses, e referindo-se à criminalidade económico financeira, Van Dunem assume que "o semestre foi marcado por resultados significativos, tanto no que se refere à criminalidade associada aos mercados financeiros e de valores mobiliários como no das grandes fraudes". Um reconhecimento em jeito de auto-elogio, mas que o Ministério Público pode comprovar com factos, já que nos últimos meses vários casos dos chamados crimes de colarinho branco chegaram à fase de julgamento. O caso BCP, que vai sentar em tribunal o ex-presidente Jardim Gonçalves, ou o processo do BPN, que em Outubro leva às varas criminais de Lisboa o ex-administrador José Oliveira e Costa são dois exemplos. Mas mesmo nestes casos, as suspeitas de crimes mais graves, como corrupção ou burla qualificada, nem sempre conseguem ser provadas.
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