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Justiça

Ministério investiga caso dos documentos judiciais encontrados no lixo

Susana Represas  
22/11/09 19:25


O ministro da Justiça, Alberto Martins, é responsável pela Direcção Geral  da Administração da Justiça.

O ministro da Justiça, Alberto Martins, é responsável pela Direcção Geral da Administração da Justiça.

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Documentos judiciais com informação confidencial foram encontrados na rua, em Lisboa.

A Direcção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) anunciou hoje a abertura "imediata" de uma investigação para apurar responsabilidades sobre os documentos de processos judiciais encontrados nos caixotes do lixo do Palácio da Justiça de Lisboa. O alerta foi lançado depois de uma notícia da agência 'Lusa', segundo a qual "documentos de processos judiciais, com a identificação e os contactos dos intervenientes, foram deitados nos caixotes do lixo do Palácio da Justiça de Lisboa", violando a confidencialidade e as normas dos tribunais.

"A DGAJ informa que, após ter tido conhecimento dos factos que surgem na imprensa sobre alegados documentos pertencentes a processos terem sido encontrados em contentores no Palácio de Justiça de Lisboa, iniciou de imediato os devidos procedimentos para averiguação das circunstâncias em que tal ocorreu e da respectiva responsabilidade", afirma aquele organismo do Ministério da Justiça, numa nota enviada à 'Lusa'.

Entre os documentos deitados no lixo daquele tribunal estavam escrituras com nomes, moradas e telefones, relações de heranças, notificações para audiência e peritagens de seguradoras. Em três sacos, foram identificadas várias peças processuais, incluindo uma disquete contendo uma acção judicial completa. Entre restos de papéis destruídos por trituradora, copos de plástico e outros resíduos, estavam documentos intactos. Estes documentos identificam os intervenientes de processos judiciais, entre requerentes de empréstimos bancários, partes notificadas para ir a julgamento ou viaturas objecto de peritagem para seguros. Dados confidenciais e que deveriam ser eliminados.


Comentários

MENINODEOURO, LIS | 22/11/09 20:11
É SÓ SAÚDE!


silva, Aveiro | 22/11/09 20:14
Pois é mais uma, querem ver que foi o nosso 1º, ou a mulher da limpeza, assim vai este pais. Que mais virá na Justiça, e o que dirão neste caso, será que agora não falam. Foi o Sr. Juiz ou o Senhor secretário.


virginia, | 22/11/09 20:36
E agora, vamos culpar o Ministro?
O lixo é mesmo o local indicado, para colocar a nossa justiça. A incompetência dos funcionários da justiça, está novamente à vista de todos.É igual ao lixo aonde não deveriam terem sido colocados documentos privados de nós todos.
Como há-de este país ser normal e civilizado, com incompetentes destes?
É o desenrasca, o não te rales. o "bora meu" deitar esta trampa fora.


a. rodrigues, lisboa | 22/11/09 20:42
Parece-me muito estranho... o que andam a fazer os jornaliatas a vasculhar os caixotes de lixo?Isto não tera sido intencional?Talves a proxima operação possa ser "operação jornalistas e caixotes de lixo"


Fuzo33, Almada-Laranjeiro | 22/11/09 20:43
O srº Ministro da Justiça tem que mandar investigar quem foi o energúmeno que fez este serviço, manda-lo imediatamente para a rua,não haver contemplaçoes para esta gente.Todos nós sabemos quando mechemos em privilégios, seja de juizes,professores P.J.e outros mais, acontecem muitas coisas obscuras,para ofenderem pessoas de bem, curte o que custar, porque sabem que não vão ser castigados. Pergunto qual é a autoridade de um juiz, que não acata uma ordem do Presidente do Supremo Tribuna? $este juiz ia imediatamente para o meio da rua.


Luís, | 22/11/09 20:47
Mas quem é que obriga os tribunais a trabalharem de certa forma?
Mas quem é que limita o numero de trabalhadores, a serem mantidos para fazerem as tarefas necessárias dos tribunais?
Mas quem é que com as suas teorias, que nada têm a haver com o que é essencial e necessário no mundo real, fazem com que qualquer ser humano perca a vontade e o brilho de exercer as suas funções?

Querem ver que são os sindicatos...


albertus, SACAVEM | 22/11/09 20:51
COMO É POSSIVEL ,MAS QUE FALTA DE RESPONSABILIDADE.COMO VAI A NOSSA JUSTIÇA, SEM EIRA NEM BEIRA, MAIS UM ESCANDALO. COMO JÁ HAVIA POUCOS É MAIS UM


joseb, quarteira | 22/11/09 21:09
Para alguem que a palavra naçao tem algum significado este assunto e bastante pertubador porque afinal parece que nao somos todos iguais enquanto cidadaos nacionais, se dispomos de imunidade somos protegidos se nao dispoimos entao somos julgados de outra forma. Todo este assunto tem algo de podre de roda do problema se nos lavarmos as maos ai sim estaremos a paquetuar com as sanguessugas que manipulam todo este sistema ou seja o nosso pais que com nove seculos de historia esta a passar por um momento dificil ai de quem esta no poder se algumas das nossas figuras historicas podessem ca voltar e vissem no estado em que se encontra este nosso pais que tantas vidas custou para que todos nos hoje podessemos ser reconhecidos como uma nacao livre e indepentente valores esses que estamos a perder hoje pois quem nao cuida dos seus nao e digno de ser considerado cidadao nacional pois o maior cego e aquele que nao quer ver.


Rui Costa, Lisboa | 22/11/09 21:28
O nosso Portugal está à deriva... e sabe-se que "não há ventos bons para quem não sabe para onde vai". E quem não sabe para onde vai... qualquer caminho serve. Isto chegou a um ponto que temos que arranjar um "Governo Out-sourcing" que venha tomar conta deste "jardim". E convém que seja com certa urgência antes que seja tarde demais: Pelos nossos antepassados que pela Pátria lutaram, por nós e pelos nossos filhos!


Amelia de Portugal, lisboa | 22/11/09 21:36
Faço minhas as palavras do compatriota de albufeira, em apenas 35 anos destruiram 800 anos de historia, ou será que ela também foi manipulada como está a ser a actualidade? a justiça já está no lixo, a educação é analfabetismo de classe, a economia é pedinte externa, a saude é um belo negocio para aqueles que agente sabe, a politica e o governo pertence a uma pequena percentagem de intocaveis que levam tudo à frente... quando vem o D Sebastião???


la, | 22/11/09 21:54
E como a luda sabia que esese documentos estavam la,e com tanta celeridade?


antimodas, | 22/11/09 21:55
É por demais evidente que; há uma clara intencionalidade de assassinato político/ético da justiça, com uma agravante vergonhosa, o assassinato parte do seio do poder judicial, que tanto reclama independência, mas que; enferma de seriedade. Não venham dizer que mais este facto vergonhoso é culpa do governo, ou de uma qualquer funcionária de limpeza. VERGONHOSO! VERGONHOSO! VERGONHOSO!


cruz, luxemburgo | 22/11/09 22:20
Não me querem convencer que não existe promiscuidade, entre os jornalistas e a (justiça) pois não ? estou mesmo a ver os gato fedorento a gozarem com isto " é pá ! vamos mexer no lixo do palácio de justiça, de certeza que vamos encontrar alguma coisa " ele há jornalistas com uma intuição fora do normal . ;-)


a, | 22/11/09 22:34
Está certo no lixo que é onde deve estar a justiça portuguesa.


Rodrigues, Lisboa | 22/11/09 22:35
Penso que a Constituição tem que ser revista e que a (in) justiça que temos, tem que ter um rosto de um responsavel geral pelo sistema, que seja eleito em eleições como para a AR, Autarquicas e o Presidente da Republica, não quisemos mexer no 25 de Abril na Justiça e o resultado desastroso é este.
Deixemo-nos todos de hipocrisias como a dos politicos virem sempre dizer que confiam no sistema judicial e depois o resultado final é este, ou a tristeza de um PR que não se pode manifestar e perguntamo-nos afinal para que serve um PR ? Existem muitas perguntas e poucas respostas sensatas.
A que proposito existe um Sindicato de Magistrados ? Afinal quem manda no Ministerio Publico ? para que serve o Ministro da Justiça ? no senso comum todos pensamos que é necessario mudar, mas só existindo responsaveis eleitos e que caso não sirvam os interesses do País, mudá-los é esta a transparencia que nos falta. Não significa que não existam bons profissionais, mas o sistema actual neutraliza-os.


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