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Educação

Ministério da Educação garante carreira única aos professores

Económico com Lusa  
25/11/09 12:11


"Esta proposta, à partida, é negativa, mas esperamos poder encontrar soluções", referiu João Dias da Silva, dirigente da FNE.

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O secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) afirmou hoje ter recebido do Ministério da Educação a garantia de que os professores terão uma carreira única, uma das principais reivindicações da classe.

"Todo o documento assenta no princípio de uma carreira única", acabando a divisão entre professor e professor titular, disse João Dias da Silva aos jornalistas no final de uma reunião no Ministério da Educação.

Este foi um dos pontos apresentado como positivo pelo dirigente da FNE, segundo o qual a proposta que o ministério hoje entregou à federação manifesta abertura para o diálogo: "Não é um documento fechado, vamos reunir e elaborar uma contra-proposta".

João Dias da Silva sublinhou, porém, que se mantêm dois aspectos negativos, nomeadamente a manutenção da prova de ingresso na carreira docente e uma proposta que limita o acesso ao quinto, sexto e sétimo escalões, embora o Ministério da Educação não tenha ainda definido percentagens.

"Esta proposta, à partida, é negativa, mas esperamos poder encontrar soluções", referiu o dirigente da FNE, acrescentando que o ministério o informou de que nenhuma proposta é definitiva.

A FNE vai reunir a estrutura directiva ainda esta semana por forma a apresentar a sua contra-proposta segunda-feira.

Segundo João Dias da Silva, as questões mais concretas da avaliação dos professores serão tratadas depois de concluída esta fase relacionada com a estrutura da carreira.

Sindicatos e Ministério da Educação retomaram hoje o processo negocial para a revisão da carreira docente encetado na anterior legislatura, sem que tenha sido possível chegar a acordo, e após a aprovação parlamentar de uma recomendação ao Governo.

A Assembleia da República aprovou na semana passada o projecto de resolução do PSD a recomendar ao Governo o fim da divisão da carreira docente e a criação de um novo modelo de avaliação no prazo de 30 dias.


Comentários

Rui Figueiredo, Lisboa | 25/11/09 12:23
Volte Dr.a Maria de Lurdes, é tudo o que os contribuintes pedem.
Até quando e onde vão estes comuna/oprtunistas levar as suas exigencias que acabam sempre em mais dinheiro e menos trabalho?
Chega, os contribuintes que vos pagam estão fartos de voçês, cambada.


Mbig, Coimbra | 25/11/09 12:28
Detesto que me tratem por estúpido!
FIM DA DIVISÃO DA CARREIRA . Grande conquista este governo é um espectáculo. AInda bem que votei neles. Vejam só o que eles em 2 meses já deram aos professores.
Só um pormenor: limitação de acesso aos escalões superiores?????? Ei! Isso não vale! Onde é que eu já vi isso? Ah... na divisão da carreira, pois foi.
Haja paciência. Nunca estive nem estarei à partida contra sindicatos, quaisquer que sejam, mas importava desmascarar esta hipocrisia. Ficam mal na fotografia assim!


DMorais, Porto | 25/11/09 12:32
Eu apenas espero que isto não seja o retorno às promoções baseadas na antiguidade em que aos 50 anos já são todos generais.
Os outros portugueses com habilitações iguais e até superiores, que trabalham no privado e chegam à reforma com metade, ou pouco mais, dos rendimentos dos professores, não comprenderiam isso.


PovoAnónomo, Faro | 25/11/09 12:34
Estes profissionais oportunistas já obtiveram o que queriam - ASCENDER NAS CARREIRAS AUTOMATICAMENTE. QUANTO VAI CUSTAR AO ESTADO E AOS CONTRIBUINTES MAIS ESTA CEDENCIA VERGONHOSA E DESCRIMINATÓRIA EM RELAÇÃO Á RESTANTE POPULAÇÃO TRABALHADORA? Promoções automaticas, horarios de trabalho reduzidos (12 h), reforma aos 50 anos... UMA MINA QUE SÓ ESTE GOVERNO (Sem força) pode permitir, juntamente COM UMA OPOSIÇÃO IRRESPONSAVEL.
Sem mais comentários


olga, | 25/11/09 12:36
Até que enfim! Professores de 1ª e de 2ª ???? Eu só quero professores de 1ª paera o meu neto! Se todos tivessem feito isto, eu professora no 10º escalão mas que decidi não concorrer a titular, gostaria de ter visto!


HG, | 25/11/09 12:38
Acho bem e que os professores sejam tratados com dignidade. "Azar" têm os outros servidores do Estado para quem continua a farsa ou a inexistência da avaliação de desempenho. Será porque representam menos votos ou querem-nos aniquilar de vez pela desmotivação?


Carlos, | 25/11/09 12:44
carreira unica!?! Mas isso é mesmo o que?! Quer dizer que vai ficar tudo na mesma!?!? Tanta coisa, para andarmos todos a trabalhar para dar a comer aos mesmos... Os profs têm de trabalhar e não andar em greves.. Se um outro qualquer iniciar alguma greve é despedido logo...


MENA, | 25/11/09 12:46
yes


Lynce, Porto | 25/11/09 13:05
Coitadinhos dos professores! Vejam bem, um professor 1º. ciclo, antigo professor primário no final da carreira ganha 3100€ iliquidos!!! E esta em!!. Dê-em-lhes tudo, porque os outros funcionários, com as regalias que lhes foram retiradas, não só são funcionários de 2ª. classe a trabalharem muito mais, como também pagam para eles. Os restantes que não professores, viram as suas progressões congeladas, concursos com provas orais e escritas (os ténicos), etc., são hierarquizados por categorias, vg. TE de 2ª., 1ª., assessor, assesor principal, etc., estes senhores, em que alguns são uma vergonha, baixas , sempre na rua, etc, vão dar-lhes tudo, ainda por cima num mommento em que o país muito pior do que estava. Porque é que não hão-de ralizar uma prova de entrada para as funções, se todos a realizam? Porque é que hão-de ter sempre a mesma categoria, se todos, vão progredindo e adquirindo novas categorias. Será que este Governo tem cara de pedir mais sacrificios aos outros funcionários? É assim, quem tem sindicatos alinhados à extrema esquerda e é apoiado pelos PC e BE, tem tudo os outros ,nada!!!. Agora que temos um governo frágil, minoritário, a oposição aproveita para desbaratar o que resta. Eu no lugar do governo, demitia-me, porque isto é levar ainda mais o país para a ruína. E as culpas, quando houver eleições vão recair todas no PS, quando nestes caso e noutros não tem culpa nenhuma.


Rui Silva, Amadora | 25/11/09 13:07
Finalmente.
Começa a vislumbrar-se um pouco de bom senso e decência, por parte do Governo, na dignificação daqueles que devem ser das classes mais respeitadas.
Saibam essas classes depois de lhes serem dadas garantias de dignificação saber usá-las


inesgarcia, Oeiras | 25/11/09 13:15
Espero que se lembrem também de resolver a situação dos contratados com mais de 10 anos de serviço.


luis, | 25/11/09 13:18
O poder político definitivamente resolveu deixar 10 milhões de cidadãos deste país refém dos interesses de uma corporação em detrimento do interesse do colectivo.É preciso não esquecer jamais que os interesses da classe docente são essencialmente de ordem corporativa não sendo coincidente com os interesses do país para ter um sistema de ensino de qualidade centrado em formar pessoas e não em agradar uma corporação que já demonstrou que não tem qualquer pudor em sacrificar a educação em proveito próprio.Aliada a uma classe política cobarde sem coragem de enfrentar os interesses instalados o país mais uma vez anda para trás.A vida toda votei sem uma única ex cessão mas agora compreendo porque milhares de portugueses não se dão ao trabalho de sair de casa para votar,se as eleições fossem hoje também não sairia.A conivência do poder político com os interesses corporativos consegue destruir a esperança de um futuro melhor até ao maior dos optimistas.


maria, porto | 25/11/09 13:26
Acabar com a divisão da carreira é um engodo, e, os professores mais tarde vão-se aperceber disso, pois mantêem-se, a prova de ingresso na carreira docente, e uma proposta que limita o acesso ao quinto, sexto e sétimo escalões, embora o Ministério da Educação não tenha ainda definido percentagens.
Sinceramnente a difernça é nula e o futuro nos dirá....


professora, Lisboa | 25/11/09 13:29
Quando é são repostos no seu devido lugar os que forma levados ao colo para me passar à frente?


teoliveira, porto | 25/11/09 13:40
Esta Sra. Ministra, por um lado promete acabar com a divisão da carreira e por outro, continuam, a manutenção da prova de ingresso na carreira docente e uma proposta que limita o acesso ao quinto, sexto e sétimo escalões, embora o Ministério da Educação não tenha ainda definido percentagens. Resumindo, vai dar tudo ao mesmo. Porque só poderam concorrer a titular os professores que estavam nos 3 escalões do topo. Portanto.... se condicionarem o acesso a estes escalões acima referidos...não vejo grandes diferenças...


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