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Carlos Santos Ferreira diz que “há incentivos” para continuar à frente do BCP.
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Carlos Santos Ferreira admite olhar para outros mercados africanos e defende que o BCP esteja “focado em alguns mercados e não disperso por muitos”.
A estratégia de expansão internacional do BCP está a mudar e África será cada vez mais um dos eixos dessa aposta. Em entrevista conjunta ao Diário Económico e ao jornal angolano Expansão - que publica hoje a sua edição em Luanda -, Carlos Santos Ferreira admite que o banco possa olhar para outros mercados africanos, para além de Angola e Moçambique, onde o banco já está presente. "Há muitas alternativas em África", garante, sem querer identificar mercados concretos.
"Até aqui temos vindo a falar sobre o interesse em o Millennium acompanhar empresas portuguesas quando estas vão para outros países. Neste momento mudámos profundamente o discurso", diz sem rodeios o presidente do conselho de administração executivo do BCP. "Em África investiremos de acordo com os nossos accionistas e parceiros, tendo claro presentes as regiões para onde empresas portuguesas, moçambicanas ou angolanas tenham também interesse", explica.
Questionado sobre se há uma mudança na estratégia do banco para o exterior face a uma aposta muito virada para a Europa, nomeadamente de Leste, Santos Ferreira admite que há alterações. "Alienámos a Turquia e EUA, obtivemos uma licença de banca universal em Macau, continuamos na Polónia e, em África, estaremos nos países em que os nossos parceiros locais, empresas portuguesas, angolanas e moçambicanas queiram ir", resume, concluindo dizendo que "deixámos de olhar com olhos meramente portugueses e estamos a olhar também com outros olhos; é óbvio que é uma alteração; de fundo".
O BCP está ainda presente na Grécia e Roménia. Esta última operação, inaugurada em 2007, ainda não apresentou um trimestre com lucro. A instabilidade vivida na Grécia tem prejudicado os resultados do banco e há muito que os analistas dizem fazer sentido que o BCP abandone aquele mercado.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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