Economico logo
Nova tecnologia exclusiva para utilizadores registados
Defesa

Militares protestam amanhã contra o Orçamento para 2012

Económico com Lusa  
29/11/11 17:00

enviar noticia
1 leitores

Os militares vão tentar ser recebidos no Palácio de Belém, para deixarem um documento a Cavaco Silva em que pedem o veto do Orçamento.

Dirigentes das associações socioprofissionais das Forças Armadas e "todos os militares que queiram e possam" estarão na quarta-feira nas galerias do Parlamento e depois numa vigília em frente ao Palácio de Belém para protestarem contra o Orçamento do Estado para 2012.

Serão 18 os dirigentes das três associações do setor que irão à Assembleia da República assistir à votação final global do Orçamento do Estado para 2012, segundo o presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA), o coronel Pereira Cracel.

Mais tarde, a partir das 18:00, os mesmos dirigentes "e todos os militares que queiram e possam" somar-se ao protesto irão para a porta do Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República, que é o comandante supremo das Forças Armadas, para fazer "uma vigília" que tem como objetivo pedir a Cavaco Silva que vete o Orçamento do Estado, mas também que receba as associações do setor pela primeira vez.

"Os militares, dando continuidade à manifestação [de 12 de novembro], pretendem pedir ao senhor Presidente da República que não promulgue o Orçamento do Estado para 2012, que contém aspetos e decisões que afrontam sobremaneira a condição dos militares e a própria instituição militar", explicou à agência Lusa Pereira Cracel.

A vigília em Belém e a presença na Assembleia da República no dia da votação final global do Orçamento foram decididas a 12 de novembro, no final de uma "manifestação nacional" que reuniu em Lisboa cerca de 10.000 militares, segundo as associações que organizaram o protesto.

Com estas duas iniciativas, os militares querem "deixar ali com a sua presença" as "profundas reservas" que têm "relativamente ao que vai acontecendo" no país e com as políticas de austeridade adotadas pelo Governo, "em particular no que diz respeito aos militares", ainda segundo o dirigente da AOFA.

No caso da vigília, os militares vão tentar ser recebidos no Palácio de Belém, para deixarem um documento a Cavaco Silva em que pedem o veto do Orçamento.

Não têm porém "nenhuma garantia" de que isso aconteça: "O Presidente da República nunca recebeu as associações nem deu resposta ao ofício em que lhe é pedida uma audiência. Provavelmente, também não o fará agora", acrescentou Pereira Cracel, dizendo que talvez "numa altura como esta" Cavaco Silva considere receber as associações.

Os militares protestam sobretudo contra os cortes que os afetam e a retirada de direitos inerentes à condição militar, sublinhando que estão a ser equiparados a qualquer funcionário público quando lhes são pedidas obrigações e disponibilidade que não existem para nenhum outro grupo profissional.

 





Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".

Publicidade

Collapse

Bolsa

Close
-
PSI 20
-
FTSE 100
-
DAX 30
-
CAC 40
-
SMI
-
AEX 25
-
IBEX 35
-
DOW JONES
-
NASDAQ
-
BOVESPA

Acções do PSI 20

-
-
ALTRI
-
-
JERON. M.
-
-
BPI
-
-
MOTA EN.
-
-
BANIF
-
-
PORTUC.
-
-
BCP
-
-
PT TELEC.
-
-
BES
-
-
REN
-
-
BRISA
-
-
SEMAPA
-
-
CIMPOR
-
-
SONAE IN.
-
-
EDP EN.
-
-
SONAE
-
-
EDP REN.
-
-
SONAECOM
-
-
GALP
-
-
ZON
Feed com delay de 15 minutos
MyTable
Collapse

Económico Digital

Close
Económico Investidor