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Em carta aberta ao ministro da Defesa, a Associação dos Oficiais das Forças Armadas avisa: "Nada nos obriga a ser submissos, acomodados, ignorantes e apolíticos".
A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) escreveu uma carta aberta ao ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, com uma mensagem bem clara: "Nada nos obriga a ser submissos, acomodados (pelos vistos daria jeito ao poder político que assim fosse), ignorantes e apolíticos".
O documento revelado hoje pelo Diário de Notícias é uma resposta às recentes declarações de Aguiar-Branco que acusou "as associações profissionais de militares de fazerem política, até partidária".
"Utilizar o protesto militar como forma de intervenção pública, política e partidária é grave", ou "se não sentem vocação, estão no sítio errado. Antes de protestar precisam de mudar de carreira", afirmou o ministro recentemente.
A resposta não se fez esperar. Hoje na referida carta aberta os militares acusam José Pedro Aguiar-Branco de falta de "clarividência" e dizem que as medidas do Governo "estão carregadas de falta de respeito".
"As Forças Armadas são insustentáveis, senhor ministro? Não são! Estão!", argumenta a AOFA, que contesta também os cortes orçamentais e a equiparação dos militares aos funcionários públicos. Outras queixas têm a ver directamente com a carreira, como o congelamento das promoções.
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