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Crise

Merkel defende continuação de austeridade nos países em crise

Económico com Lusa  
17/09/12 11:18


A chanceler alemã voltou hoje a defender a redução das dívidas públicas e reformas estruturais como solução para a crise.

"Por causa do elevado endividamento, os mercados financeiros internacionais hesitam em investir na Europa, por isso, temos de mostrar de forma convincente que aprendemos com os erros do passado, e respeitar o Pacto de Estabilidade, foi para isso que aprovámos o Tratado Orçamental", disse a chefe do Governo alemão em conferência de imprensa, em Berlim.

Se os países mais vulneráveis contraírem menos dívidas, naturalmente que terão uma fase recessiva, mas simultaneamente é preciso fazer uma política de novo orientada para o crescimento, e como há pouca margem de manobra, têm de se fazer reformas estruturais, que não custam dinheiro", acrescentou Merkel.

A chanceler sublinhou ainda que "em Espanha por um lado há um momento recessivo, mas simultaneamente aumentam as exportações e os postos de trabalho na indústria, só que isso ainda não é tão forte que anule a outra tendência", admitiu.

Merkel voltou também a defender a recente decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar ilimitadamente dívida pública de países-membros, contestada, no entanto, pelo presidente do Banco Central Alemão, Jens Weidmann.

A dirigente democrata-cristã advertiu, simultaneamente, que a actual crise "deve ser resolvida por via política", mostrando-se convicta de que essa é a opinião de Weidmann.

A decisão do Banco Central Europeu "é justificada no âmbito da sua missão de manter a estabilidade monetária, e o seu mandato é claramente delimitado pelos Tratados Europeus, e a política orçamental não é da sua competência", vincou a chanceler federal.

Merkel anunciou ainda que em novembro haverá uma cimeira extraordinária da União Europeia para clarificar a atribuição de verbas aos Estados-membros no âmbito do orçamento comunitário de 2014 a 2020, "e para que estes saibam que meios terão para promover o crescimento e o emprego".

 





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