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A chanceler Angela Merkel considera impensável requerer ao parlamento a aprovação de um terceiro pacote de ajuda à Grécia.
O governo alemão e a chanceler Angela Merkel consideram impensável requerer ao parlamento a aprovação de um terceiro pacote de ajuda à Grécia, noticiou hoje o matutino Sueddeutsche Zeitung, citando fontes governamentais.
O jornal de Munique recordou que a dirigente democrata-cristã já teve dificuldades em obter o apoio da sua coligação no parlamento ao novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) e ao programa de refinanciamento da banca espanhola, falhando a chamada maioria da chanceler.
Sem o apoio das bancadas parlamentares de dois dos três partidos da oposição, sociais-democratas e verdes, os respetivos diplomas não teriam passado naquela câmara legislativa, "e Merkel não quer sujeitar-se a idêntica situação uma terceira vez", sublinhou o Sueddeutsche Zeitung.
O porta-voz adjunto do executivo, Georg Streiter, recusou-se hoje a comentar a notícia do matutino, limitando-se a dizer que Berlim está a aguardar o próximo relatório da "troika", previsto para Setembro, para assumir uma posição sobre a Grécia.
No domingo, o semanário der Spiegel noticiou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) quer cortar os financiamentos a Atenas, face aos maus resultados do memorando de entendimento com a "troika", e já informou a União Europeia destas intenções.
Uma porta-voz do Ministério das Finanças alemão afirmou hoje que Berlim "não recebeu quaisquer sinais" de que o FMI quer abandonar o programa grego, remetendo também os jornalistas para o próximo relatório da "troika".
Em entrevista à televisão pública ARD, no domingo, o ministro da Economia, Philipp Rösler, afirmou "ser evidente" que a Grécia está longe de cumprir o programa de ajustamento, considerando possível a saída deste país da zona euro.
Para Rösler, que é também vice-chanceler e chefe do Partido Liberal, o cenário da saída da Grécia da moeda única "há muito tempo que deixou de ser assustador", e a condição para Atenas continuar a receber ajudas financeiras é cumprir o programa negociado com a UE e com o FMI.
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