Mais Lidas
Comunidade
- Queda dos subsídios de desemprego anima Wall Street 21:11
- DECO propõe à troika proibir o agravamento do 'spread' 20:54
- Barclays, BESI, Citi e Crédit Suisse confirmados para venda da TAP e da ANA 20:36
- Sonae Capital duplica prejuízos no trimestre 19:52
- JP Morgan e Barclays vendem 41 milhões de acções da EDP 19:51
Analistas da Fidelity defendem que os investidores devem diversificar a carteira, investir globalmente e aproveitar as valorizações atractivas.
Os analistas da Fidelity contrariam as previsões maias e antecipam que 2012 não vai ser o fim do mundo para as bolsas. Mais do que isso, acreditam que este ano até poderá não oferecer grandes ganhos, mas vai ser certamente melhor do que 2011.
"Acreditamos que as coisas não estão tão más como há três anos e estamos optimistas de que vão melhorar", referiu Jeff Hochman, director of Tecnhical Analysis da Fidelity, na conferência de apresentação das perspectivas da gestora para este ano, que decorreu em Madrid. "2012 não vai ser tão mau como o ano passado, mas também não vai ser muito bom", antecipou.
Apesar das incertezas, os especialistas da gestora de fundos de investimentos prevêem que, uma vez mais, as bolsas vão oscilar ao sabor das decisões políticas e da evolução da crise de dívida na zona euro. "Os mercados tendem a antecipar os desenvolvimentos da economia. Mas neste momento, há uma incerteza tão grande ao nível das decisões políticas que tudo o que podemos dizer é que as bolsas devem ter uma performance melhor do que no ano passado, precisamente porque estamos perante avaliações muito atractivas", explicou ao Diário Económico Sebastián Velasco, director-geral da Fidelity para Espanha, Portugal e América Latina.
Os analistas consideram que, depois dos tombos de 2011, há um vasto leque de oportunidades para explorar, sublinhando que a aposta deve passar pela diversificação das carteiras e por investir globalmente. "Faz todo o sentido ter um portfolio bastante diversificado e apostar em activos de classes diferentes", argumenta Jeff Hochman. "Quando olhamos para os investimentos dos europeus em geral e também dos portugueses, ou dos espanhóis, nos últimos cinco, dez anos, há uma grande tendência para investir localmente em empresas das quais se está mais próximo. E assume-se que se tem alguma vantagem informativa, o que realmente não se verifica. Na verdade até é o contrário. Acaba-se por abdicar de oportunidades para investir num espectro mais alargado que iria criar um portefolio mais eficiente do ponto de vista da relação risco/retorno", indica, por seu turno, Sebastián Velasco.
Entre a "esperança, o alívio e o optimismo", Jeff Hochman destaca a importância crescente do papel dos dividendos na escolha das acções onde investir e pede cautela na avaliação dos investimentos à luz do conceito da economia mundial a duas velocidades. "Isso não quer dizer que os países que crescem mais depressa tenham as melhores oportunidades e que os mercados desenvolvidos não tenham boas oportunidades", alertou.
Apesar de acreditar numa recuperação das acções europeias, Hochman considera que, para os bancos da região, "é pouco provável que registem subidas acentuadas em bolsa até que o sentimento em relação à crise da zona euro melhore". Quanto aos mercados de dívida, o responsável indica que já existem alguns sinais de estabilização.
Para Andy Weir, ‘portfolio manager' da Fidelity, num ano em que os riscos em relação à dívida soberana se devem manter, é preciso "ser dinâmico e flexível". O gestor de obrigações de taxa fixa considera que os fundamentais das empresas ainda são sólidos e que, também por isso, os títulos de dívida das empresas são mais seguros do que as obrigações soberanas. O portefólio deve incluir uma boa dose de títulos com baixo risco de incumprimento (mais de 50%), dívida pública para dar liquidez e alguma protecção contra a inflação, nomeadamente através de obrigações indexadas à inflação.
Depois de terem acumulado ganhos em 2011, as matérias-primas também deverão subir este ano, e o ouro deve continuar a beneficiar do medo que promete assolar os mercados. "O ouro tem sido tradicionalmente um local onde investir quando há medo. Vai haver muito medo nos mercados este ano e o ouro deve provavelmente beneficiar com isso", considera Sebastián Velasco. Para o especialista, no curto prazo, as acções defensivas, de sectores ligados ao abastecimento ou prestação de serviços básicos, como a electricidade, a água e o gás, devem continuar a beneficiar do actual clima de incerteza.
Apesar de admitir que os mercados emergentes não estão imunes aos receios e tendências ocidentais, Nick Price, Porfolio Manager e responsável pelos mercados emergentes da Fidelity, nota que as economias emergentes ainda vão crescer "consideravelmente mais depressa do que a maioria dos países do mundo desenvolvido", um bom indicador que se junta às avaliações baratas das acções. O gestor diz-se particularmente optimista em relação à China e a África. "Acho que o mercado chinês está muito atraente. Vejo números muito positivos chegarem de empresas chinesas e queremos estar focados no consumo", referiu.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





