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Os lucros elevados das duas empresas já se devem mais ao exterior do que aos clientes nacionais.
São duas das principais jóias da coroa do tecido empresarial português, que há muito conquistaram o estatuto de multinacionais. A prová-lo, o peso crescente que o mercado externo tem nas contas da EDP e da PT. Uma tendência que veio para ficar, a fazer fé nos ambiciosos planos de expansão que os dois grupos têm actualmente em curso, além-fronteiras.
"Graças aos avanços financeiros e à abertura de mercados, as empresas médias hoje podem ter uma presença internacional bastante marcante. Penso que esta tendência veio para ficar", disse ao Diário Económico o economista João César das Neves. No caso da EDP, uma evolução fortemente impulsionada pelo negócio das renováveis e pelo reforço da produção de electricidade, sobretudo no Brasil - por cá, as novas barragens só começarão a contribuir para o resultado bruto de exploração da empresa (EBITDA) a partir de 2012.
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