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Investimento em activos imobiliários cresceu no terceiro trimestre de 2009, mas ainda está aquém do valor atingido o ano passado.
O investimento em activos imobiliários está a dar os primeiros sinais de retoma desde que, no último trimestre de 2008, caiu a pique por causa da crise económica e financeira que atacou os mercados europeus. De acordo com estudos recentes da CB Richard Ellis (CBRE) e da Cushman & Wakefield, o investimento em imobiliário cresceu do segundo para o terceiro trimestre do ano, contudo os números divergem.
Segundo a CBRE, de Julho a Setembro os investidores europeus aplicaram 17,3 mil milhões de euros em activos imobiliários, o que representa um aumento de 34% em relação aos três meses anteriores, mas de acordo com a Cushman, a subida foi de 53%, com os valores de investimento a atingir os 19,6 mil milhões de euros.
Apesar da divergência de valores, ambas as consultoras concordam que estes são os primeiros sinais de retoma do mercado. "O recente aumento de actividade de investimento sugere que um grande numero de investidores acredita que se está a aproximar o fim deste ciclo para o mercado europeu e, em alguns casos, pode até já ter sido ultrapassado. A prová-lo, diz a CBRE, estão algumas recentes transacções. Por exemplo, no período em questão, a British Land vendeu ao fundo norte-americano Blackstone Real Estate, o complexo de escritórios Broadgate Estate, em Londres, por 1,2 mil milhões de euros. E em Espanha, o BBVA realizou uma operação de ‘sale and leaseback' de sucursais por 1,1 mil milhões de euros.
Aliás, foram os edifícios de escritórios que mais procuram tiveram. Mais fracos estiveram os activos na área do retalho, nomeadamente os centros comerciais. No que respeita aos mercados mais activos, a maior subida foi o Reino Unido, Alemanha e França, sendo que Espanha também teve um desempenho positivo, notaram as duas consultoras.
Contudo, apesar desta dinâmica, o investimento está longe de chegar aos valores do ano passado. Segundo a Cushman, a quebra em relação aos nove primeiros meses do ano foi de 56% e diz a CBRE que o valor médio das transacções tem vindo a descer. No primeiro semestre, a maior transacção na Europa ficou pouco acima dos 600 milhões de euros e apenas ocorreram 36 transacções de valor acima dos 100 milhões de euros.
As duas consultoras apontam ainda que a procura dos investidores foi maioritariamente direccionada para os activos ‘prime', o que se traduz numa procura maior que a oferta. "Os investidores ainda continuam muito focados numa estreita faixa de imóveis ‘prime', e a definição ‘prime' é muito restrita", disse, em comunicado, Luís Rocha Antunes, director de investimento da Cushman & Wakefield.
Esta situação pode levar a que no futuro muitos investidores não consigam comprar o que pretendem e que isso leva a uma subida dos preços dos activos.
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